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Edifício da Distribuidora de Eletricidade - Belo Horizonte
Acervo: Família Lunardi
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Além dos fatores mercado e capital, também a oferta de energia elétrica era fundamental para que se cumprisse a profecia de Bernardo Monteiro.
A primeira iniciativa partiu da Comissão Construtora, já então sob a liderança do Eng.º Francisco Bicalho, que em fins de 1896 deu início à construção da Usina Hidrelétrica de Freitas, aproveitando uma queda d`água do Ribeirão Arrudas.
O Governo contratou a Cia. Mineira de Eletricidade, de Bernardo Mascarenhas, pioneiro na eletrificação urbana em Minas Gerais, iniciando-se as obras em março de 1897.
Essa primeira Usina aproveitava uma queda d´água muito reduzida, o que condicionava sua pequena produção.
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Trechos da instalação elétrica do Rio de Pedras, à 36km de BH
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Em 1905, com a publicação do Decreto n.º 1.833, teve início a construção de uma nova Usina, a do Rio das Pedras, localizada no município de Itabirito, às margens do Rio das Velhas.
Essas duas unidades supriram Belo Horizonte de energia elétrica pública, residencial e industrial até 1911.
De 1912 a 1928 os serviços de eletricidade estiveram arrendados à Empresa de Eletricidade e Viação Urbana de Minas Gerais, quando passaram para a esfera do Departamento de Eletricidade.
A Prefeitura forneceu energia gratuita a diversas indústrias durante um longo período: de 1902 a 1916.
Os contratos de doação de terrenos, isenção de impostos e taxas e fornecimento gratuito de energia elétrica foram firmados com as mais importantes indústrias da cidade, como: Fábrica de Punhos e Colarinhos, de João Idelfonso da Silva 1, Cia. Industrial Belo Horizonte, Tavares & Cia, Carlos Fornaciari & Filhos, Cia. Minas Fabril, Jayme Salse, Estabelecimento Industrial Mineiro, Lunardi & Machado, Domingos Mucelli, e inúmeros outros.
Os contratos, com duração máxima de 10 anos , chegaram a representar 20% da arrecadação do município.
Em 1916 o Prefeito Cornélio Vaz de Melo decide encerrar essa era de benesses aos empresários industriais, denunciando contratos e não mais renovando-os.
"Os favores concedidos às indústrias não correspondem, segundo penso, aos sacrifícios que com eles faz a Prefeitura. (...) Com a energia elétrica às indústrias, despende a Prefeitura quantia superior à orçada." (...)
"A força motriz para indústrias continua a ser em número de 106 ligações, sendo 26 por concessão da Prefeitura e 80 ligações particulares."
(Relatório apresentado aos membros do Conselho Deliberativo da Capital pelo Prefeito Dr. Cornélio Vaz de Mello. Bello Horizonte: Imprensa Oficial. Setembro de 1915)
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Fábrica de Punhos e Colarinhos
Acervo: Arquivo Público Mineiro
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Fábrica de Malhas Tavares e Cia.
Fonte: Brazil Revista (1913)
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- ANDRADA, Antônio Carlos Ribeiro de. Relatório apresentado pelo Prefeito Interino ao Conselho Deliberativo da Cidade de Belo Horizonte. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1906. (Relatório)