Aula presencial perde espaço para EAD no Estado - Cursos virtuais exigem gastos 60% menores.

de EAD, índice autorizado pelo Ministério da Educação (MEC).
Limite - No momento, a UNA também limita seu acesso ao EAD devido às restrições do MEC. Fundado no fim do ano passado, o Instituto UNA de Educação a Distância abrange somente cursos em que 20% das disciplinas são ministradas virtualmente.
Porém, o diretor do Instituto, Anderson Teolin, afirma que a faculdade está buscando se credenciar junto ao MEC para poder oferecer, gradualmente, seus 54 cursos no modelo de EAD.
Para ele, embora os conselhos de algumas profissões sejam contra o ensino fora da sala de aula, a grande demanda pelo e-learning deve vencer essa barreira. " um modelo que dá autonomia ao aluno", destaca.
Finalizado o processo de credenciamento no MEC, a UNA deve fazer do curso de Administração de Empresas o primeiro a se encaixar nos moldes do EAD. Conforme Teolin, a expectativa é de que, no mínimo, 400 alunos se matriculem.
A diretora do Centro Educacional Conceição Ferreira Nunes (Cecon), Karine Rolim, destaca que o EAD é somente uma modalidade de ensino e precisa ser encarado da mesma forma que o presencial. Para ela, além da questão da acessibilidade, o e-learning é uma opção cada vez mais freqüente por ser mais barato que os cursos presenciais.
Senai - A gerente do Núcleo de EAD do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Denise Dumont, confirma a diferença no valor do investimento. Conforme ela, um estudo feito pela instituição detectou que, em média, os cursos virtuais exigem gastos 60% menores na comparação com a modalidade tradicional.
A diferença nos preços de execução é, entre outros fatores, conseqüência da facilidade para modificar os conteúdos on-line. "Além de ser um processo mais barato, o modelo de ensino virtual permite atualizações constantes." Denise Dumont explica que questões como essa, aliada ao maior volume de alunos, faz com que o EAD seja, também, um negócio rentável.
Ela acrescentou, ainda, que as empresas que investem em cursos nesses moldes para seus funcionários também ganham por não precisarem gastar com deslocamento. "Além disso, ao contrário do que ocorre em aulas presenciais, o e-learning tem horários flexíveis. Portanto, os profissionais podem conciliar o aprendizado com a carga de trabalho convencional."
Por essas razões, a demanda no Núcleo de EAD do Senai é crescente. Ao todo, a instituição oferece 10 cursos pagos e seis gratuitos, entre eles "Educação Ambiental", "Legislação Trabalhista", "Segurança do Trabalho", "Tecnologia da Informação e Comunicação", "Propriedade Intelectual" e "Empreendedorismo".
De janeiro a março de 2011, mais de 14 mil pessoas já freqüentaram os cursos gratuitos do Senai em Minas Gerais. Atualmente, outros 78 alunos acessam um dos 10 programas pagos.
Além deles, Denise Dumont cita os cursos desenvolvidos sob encomenda para empresas. De acordo com ela, esses pedidos também são crescentes, especialmente dentro das indústrias, já que atingem questões específicas das corporações.
Fonte: Diário do Comércio
26/04/2010