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CEOs debatem conexões humanas além da organização

Evento traz reflexões sobre a importância das relações frente aos novos modelos digitais

Grandes empresários mineiros, organizados com objetivo de contribuir para o bem da sociedade em que vivem, se reuniram nesta segunda (19/10) no painel “CEOs – Conexões Humanas além das Organizações”. Flávio Roscoe, presidente da FIEMG, Eugênio Mattar, CEO na Localiza, e Rubens Menin, presidente do Conselho de Administração da MRV, falaram sobre as experiências de suas empresas. A conversa foi mediada por Oscar Motomura, fundador e principal executiva do grupo Amana-Key.

“Para a FIEMG debater as conexões humanas é um tema muito importante. Nós também trabalhamos para defender os interesses da sociedade, pois não há indústria fortalecida se a sociedade onde ela está instalada não está bem”, afirmou o presidente da FIEMG. A Federação exerceu o papel de liderança industrial para unir esforços e contribuir para mitigar e minimizar os efeitos da pandemia da Covid-19, como o apoio ao desenvolvimento de uma vacina, a doação de respiradores mecânicos, investimento em hospitais de campanha e a doação de equipamentos de proteção como máscaras e jalecos.

"Precisávamos conduzir ações necessárias para sobrevivência da nossa sociedade. Além disso, atuamos fortemente para manter o setor industrial produzindo, mantendo a sociedade abastecida e ainda contribuindo para perservar os empregos”, reforçou Roscoe.

Inspiração para o bem

O CEO na Localiza, Eugênio Mattar, contou que os empresários brasileiros estão cada vez mais comprometidos em impactar positivamente a sua comunidade e que bons exemplos podem estimular a formação dessa corrente do bem. “Você pode começar atuando no seu bairro, na sua cidade e pode ir crescendo. Vemos pessoas generosas como o Bill Gates e você começa a se apaixonar pela conexão humana com o objetivo de impactar positivamente outras pessoas”, disse o CEO.

E a palavra propósito foi destacada pelo presidente do Conselho de Administração da MRV, Rubens Menin. “No mundo de hoje, ninguém quer trabalhar em uma empresa que não tenha propósito. Atualmente, as pessoas querem muito mais DO que trabalhar e receber seu salário. A pandemia trouxe mudança de mentalidade, estamos mais fraternos e mais solidários. Isso veio para ficar e o que as empresas de Minas Gerais fizeram para enfrentar essa pandemia foi impressionante. Este é o caminho que tem que ser seguido se quisermos ser um país de primeiro mundo”, alertou Menin.

Oscar Motomura, fundador e principal executivo da Amana-Key, uma das organizações mais especializadas do mundo na área de gestão, estratégia e liderança, contou que vai usar Minas Gerais como exemplo de comprometimento com a sociedade. “A força do exemplo é impressionante e pudemos ver a conexão entre discurso e ação aqui hoje”, reforçou Motomura.

Segurança jurídica no teletrabalho

O encontro abordou também um dos temas mais falados entre especialistas de Recursos Humanos: o home office. Segundo Alexandre Sena, diretor de RH e Comunicação no Grupo SADA e mediador do painel “Segurança Jurídica no teletrabalho e outras flexibilidades nas relações corporativas”, a adoção desta forma de trabalho traz muitos desafios e provoca uma necessidade de reavaliação corporativa.

“O home office foi a alternativa rápida e viável para permitir a continuidade do trabalho, respeitando os protocolos de saúde. De fato, colocamos as pessoas dentro de casa, muitas vezes sem observar as questões legais . É um desafio que promove a mudança na forma de pensar dos gestores”, pontuou Sena.

A presidente do Conselho de Relações do Trabalho da FIEMG, Érika Morreale, explicou que o teletrabalho é uma tendência que veio para ficar. O modelo foi regulamentado com a Lei 13.467/2017, a chamada reforma trabalhista, que foi a maior modernização nas leis desde o surgimento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas que precisa ser melhor acordado entre as partes.

“O teletrabalho é típico do século 21 e permite que o trabalhador não perca tanto tempo no deslocamento, por exemplo. Ele traz a possibilidade de maior qualidade de vida, proporcionando maior convívio familiar, mas é preciso conferir às empresas segurança jurídica nesta prática. É muito importante amplo conhecimento do instituto e a atuação adequada dos gestores”, contou Morreale.

Conexões Humanas

Com o cenário desafiador do ano de 2020, mais do que nunca é importante fortalecer e estar atento às relações que temos dentro e fora das organizações. Neste sentido, a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-MG) realiza o Conexões Humanas 2020. O evento continua nos dias 20 e 21 e vai debater ainda temas como: diversidade, liderança, relações empáticas e muito mais.

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