Eleito presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) para a gestão 2027-2030, Guilherme Silva Costa Abrantes afirmou que o fortalecimento da indústria será o eixo central de sua administração. Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (21/7), ele apresentou as prioridades do próximo mandato e defendeu a continuidade dos projetos, acompanhada de mudanças e novos avanços.
A chapa única liderada por Abrantes recebeu 98,4% do total de votos contabilizados. Dos 125 votos registrados, 123 foram favoráveis, um contrário e um nulo. O mandato terá início em 1º de janeiro de 2027 e seguirá até 31 de dezembro de 2030.
Durante a entrevista, Abrantes afirmou que um dos principais desafios será manter a indústria mineira em trajetória de crescimento diante de questões tributárias, jurídicas e relacionadas ao custo da energia. “O desafio é ter uma indústria forte e que continue crescendo. Não é uma tarefa fácil. É um trabalho que já vem sendo realizado e que precisa continuar. Essa será uma luta constante em questões como tributação, segurança jurídica e energia. Com uma indústria forte, conseguimos promover o crescimento de Minas Gerais e do Brasil, gerar empregos e ampliar oportunidades”, afirmou.
Atual diretor financeiro da FIEMG, Abrantes destacou que a experiência na administração da entidade contribuirá para o processo de transição. Entre as prioridades da próxima gestão, ele apontou a educação e ressaltou o papel das escolas do SESI e do SENAI na formação de estudantes e profissionais qualificados.
Abrantes também defendeu a redução da burocracia e da carga tributária como caminhos para melhorar o ambiente de negócios, estimular o crescimento econômico e ampliar a geração de empregos. “Se diminuirmos a burocracia, tudo avança. Teremos geração de emprego, crescimento e melhores condições para investir em educação. Se a burocracia e a carga tributária diminuírem, a mudança na vida das pessoas será contínua”, disse.Para avançar nessas pautas, afirmou que buscará manter diálogo com os governos estadual e federal.
Questionado sobre as novas tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, defendeu uma atuação conjunta entre o poder público e as entidades empresariais. Segundo ele, as empresas afetadas devem receber apoio por meio do acesso ao crédito, do incentivo à inovação e da abertura de novos mercados.
Ao comentar o cenário político, Abrantes reforçou o caráter apartidário da FIEMG. “Vamos conversar com todos e buscar o que for melhor para a indústria. Independentemente de lado A, B ou C, o que a FIEMG procura é diálogo e compromisso com os interesses do setor industrial”, declarou.
Trajetória empresarial e sindical
Guilherme Abrantes tem 55 anos, é administrador de empresas e atua há 26 anos no setor de laticínios. É proprietário da Laticínios Dona Formosa, indústria localizada em Águas Formosas, no Vale do Mucuri.
Sua trajetória no movimento sindical empresarial começou há aproximadamente 15 anos. No Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados no Estado de Minas Gerais (SILEMG), exerceu três mandatos como diretor financeiro e dois como presidente da entidade. Na atual gestão da FIEMG, ocupa o cargo de diretor financeiro.
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Thaís Mota
Imprensa FIEMG