A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) acompanha com atenção o entendimento anunciado nesta sexta-feira (20) pela Suprema Corte dos Estados Unidos, que derrubou as tarifas amplas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), utilizadas pelo presidente Donald Trump para sustentar parte de sua política tarifária global.
O julgamento atinge as tarifas recíprocas, como a alíquota de 10% aplicada ao Brasil, e adicionais por país, que chegaram a 40% em pacotes recentes. Permanecem em vigor, contudo, as tarifas baseadas em outros dispositivos legais, como as derivadas de investigações setoriais (Section 232), que abrangem aço, alumínio e setor automotivo, além das medidas contra listas específicas, no caso da China (Section 301). Portanto, embora relevante, o entendimento não elimina todas as restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.
A decisão abre espaço para eventual reembolso dos valores cobrados sob a IEEPA, mas ainda não há definição sobre prazos, procedimentos ou data de suspensão da cobrança, que dependerá de atos formais das autoridades norte-americanas. Desde o início do debate sobre o chamado “tarifaço”, a FIEMG tem defendido o diálogo entre os países como solução para controvérsias comerciais, atuando na defesa da indústria mineira e de sua competitividade. A entidade também alerta para a possibilidade de reação do governo norte-americano, inclusive com novas medidas executivas.
”É um passo importante, mas o cenário ainda é incerto. O que a indústria precisa agora é previsibilidade. Seguiremos atentos e defendendo condições equilibradas para a indústria mineira no comércio internacional”, afirma Flávio Roscoe, presidente da FIEMG.
Imprensa FIEMG