{"id":2603,"date":"2023-07-07T23:46:07","date_gmt":"2023-07-07T23:46:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fiemg.com.br\/sesi-cultra\/publicacoes-interna\/a-pandemia-e-seus-impactos-nos-contratos-de-locacao-comercial\/"},"modified":"2023-07-07T23:46:07","modified_gmt":"2023-07-07T23:46:07","slug":"a-pandemia-e-seus-impactos-nos-contratos-de-locacao-comercial","status":"publish","type":"publicacoes-interna","link":"https:\/\/www.fiemg.com.br\/sesi-cultura\/publicacoes-interna\/a-pandemia-e-seus-impactos-nos-contratos-de-locacao-comercial\/","title":{"rendered":"A pandemia e seus impactos nos Contratos de Loca\u00e7\u00e3o Comercial"},"content":{"rendered":"<p>Confira o artigo produzido pela Ger\u00eancia Jur\u00eddica da FIEMG<\/p>\n<p>https:\/\/www.fiemg.com.br\/sesi-cultra<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/media\/FIEMG\/Jur%C3%ADdico\/MF003920C_Fiemg_Juridico_artigo_940x340.jpg\" alt=\"MF003920C_Fiemg_Juridico_artigo_940x340.jpg\" width=\"940\" height=\"340\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><img decoding=\"async\" src=\"47840978\" alt=\"\" \/><img alt=\"\" \/><\/p>\n<\/p>\n<h5><strong>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O<\/strong><\/h5>\n<p>&Eacute; not&oacute;rio o fato de que a sociedade brasileira se encontra submersa em uma crise que, em muito, ultrapassa as nefastas consequ&ecirc;ncias causadas &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica pela pandemia do novo coronav&iacute;rus humano (Covid-19). Para al&eacute;m do cr&iacute;tico cen&aacute;rio epidemiol&oacute;gico, emerge a crise econ&ocirc;mica e financeira ocasionada pela paralisa&ccedil;&atilde;o das atividades produtivas e comerciais em todo o mundo &ndash; medida decorrente do necess&aacute;rio distanciamento social.<\/p>\n<p>Na busca de amenizar os impactos trazidos pelo atual cen&aacute;rio, necess&aacute;rio se faz rever muitos contratos. Um exemplo &eacute; o Contrato de Loca&ccedil;&atilde;o, proveniente da rela&ccedil;&atilde;o contratual de inquilinato e regido pelos normativos trazidos pela Lei Federal n&ordm; 8.245\/1991<a href=\"#_ftn1\"><span><span>[1]<\/span><\/span><\/a>. &Eacute; imprescind&iacute;vel uma renegocia&ccedil;&atilde;o que garanta a manuten&ccedil;&atilde;o dos acordos, mas sopesando o interesse de cada parte envolvida.<\/p>\n<p>Nessa rela&ccedil;&atilde;o contratual, de um lado, tem-se o locat&aacute;rio que visualiza o aluguel como uma despesa em seu or&ccedil;amento e que conta, momentaneamente, com renda minorada, enquanto, de outro, tem-se o locador que espera o aluguel como um fruto certo de seu patrim&ocirc;nio e, n&atilde;o raras vezes, utiliza-o como fonte de renda extra. Esse racioc&iacute;nio, que contempla o &ldquo;efeito cascata&rdquo; do inadimplemento massificado, aplica-se tanto para a loca&ccedil;&atilde;o de im&oacute;veis residenciais quanto para im&oacute;veis comerciais.<\/p>\n<p>Verifica-se que, na Assembleia Legislativa de alguns Estados, j&aacute; tramitam Projetos de Lei que visam assegurar aos locat&aacute;rios abatimento proporcional de valores de loca&ccedil;&atilde;o e a condi&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o serem despejados em situa&ccedil;&atilde;o de inadimplemento, cumpridas determinadas condi&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, tramitou no Congresso Nacional o PL n&ordm; 1.179\/2020, convertido na Lei n&ordm; 14.010, de 10 de junho de 2020, que visa instituir o chamado Regime Jur&iacute;dico Emergencial e Transit&oacute;rio das rela&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas de Direito Privado (RJET) no per&iacute;odo da pandemia da Covid-19 e trata, dentre outros, de temas afetos ao Direito Imobili&aacute;rio.<\/p>\n<p>Em paralelo &agrave;s atividades dos poderes legislativo e executivo, h&aacute; tamb&eacute;m uma s&eacute;rie de decis&otilde;es judiciais capazes de alterar abruptamente a realidade previamente estabelecida pelos contratantes, caso n&atilde;o consigam atingir, entre si, uma composi&ccedil;&atilde;o amig&aacute;vel e optem por judicializar a quest&atilde;o.<\/p>\n<p>Por isso, surge a necessidade da an&aacute;lise pragm&aacute;tica dos institutos jur&iacute;dicos envolvidos, bem como da legalidade e constitucionalidade das normas, sejam elas provenientes de Lei ou decis&otilde;es judiciais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>2. PROJETOS DE LEI: CONSTITUCIONALIDADE E TEND&Ecirc;NCIAS<\/h5>\n<p>Neste momento de pandemia, n&atilde;o s&atilde;o incomuns os Projetos de Lei Estaduais que revisitam as normas inerentes &agrave; rela&ccedil;&atilde;o de inquilinato, dentre os quais se destaca o PL n&ordm; 1.744\/2020 do Estado de Minas Gerais, que se destina a assegurar aos locat&aacute;rios de im&oacute;veis comerciais o abatimento proporcional de valores de loca&ccedil;&atilde;o, em raz&atilde;o da determina&ccedil;&atilde;o de fechamento e interrup&ccedil;&atilde;o das atividades comerciais, para atendimento das medidas de combate &agrave; Covid-19.<\/p>\n<p>Segundo o projeto, que est&aacute; aguardando parecer em Plen&aacute;rio, esse abatimento dever&aacute; ser proporcional aos dias em que foi interrompido ou restringido o funcionamento do com&eacute;rcio, buscando um equil&iacute;brio na redu&ccedil;&atilde;o de capta&ccedil;&atilde;o de renda e de despesas fixas durante o per&iacute;odo de calamidade, em detrimento da manuten&ccedil;&atilde;o da empregabilidade.<\/p>\n<p>Ainda nesse sentido, podemos destacar o PL Estadual n&ordm; 2.128\/2020 (MG), que tamb&eacute;m aguarda parecer em Plen&aacute;rio e disp&otilde;e sobre a suspens&atilde;o do cumprimento de medidas judiciais, extrajudiciais ou administrativas que resultem em despejos, desocupa&ccedil;&otilde;es ou remo&ccedil;&otilde;es for&ccedil;adas, enquanto durarem os efeitos do decreto de calamidade p&uacute;blica, gerados em raz&atilde;o dos impactos da pandemia.<\/p>\n<p>&Eacute; compreens&iacute;vel a preocupa&ccedil;&atilde;o das assembleias em garantir a estabilidade econ&ocirc;mica de todos os agentes envolvidos, desde propriet&aacute;rios de im&oacute;veis a comerciantes locat&aacute;rios, provendo a edi&ccedil;&atilde;o de lei que prometa distribui&ccedil;&atilde;o do &ocirc;nus econ&ocirc;mico-financeiro entre todos os agentes da cadeia lucrativa. Entretanto, o art. 22 da Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica disp&otilde;e, em seu inciso 1&ordm;, que: <em>&ldquo;compete <strong>privativamente<\/strong> &agrave; Uni&atilde;o legislar sobre direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agr&aacute;rio, mar&iacute;timo, aeron&aacute;utico, espacial e do trabalho&rdquo;<\/em>.<\/p>\n<p>Destarte, por ser mat&eacute;ria de natureza c&iacute;vel, estados-membros s&atilde;o incompetentes para legislar sobre tais tem&aacute;ticas, e a promulga&ccedil;&atilde;o de leis estaduais nesse sentido incorre em v&iacute;cio de inconstitucionalidade (formal) pela usurpa&ccedil;&atilde;o de iniciativa e de compet&ecirc;ncia legislativa.<\/p>\n<p>Importante salientar que, em outras oportunidades, o Supremo Tribunal Federal (STJ) j&aacute; decidiu pela inconstitucionalidade de leis estaduais que alteravam regimes contratuais diversos, por se tratar de mat&eacute;ria de Direito Civil. Dentre os in&uacute;meros julgados, referentes a situa&ccedil;&otilde;es an&aacute;logas aos projetos de lei acima discorridos, foi declarada inconstitucional, por exemplo, a Lei n&ordm; 12.562\/2004 do Estado de Pernambuco, que alterava os contratos de seguros atinentes &agrave; &aacute;rea da sa&uacute;de<a href=\"#_ftn2\"><span><span>[2]<\/span><\/span><\/a>.<\/p>\n<p>&Agrave; ocasi&atilde;o mencionada, o Min. Alexandre de Moraes proferiu o seguinte entendimento, tamb&eacute;m acolhido pelos demais ministros:&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A essencialidade da discuss&atilde;o n&atilde;o est&aacute;, portanto, na maior ou na menor import&acirc;ncia do assunto espec&iacute;fico tratado pela legisla&ccedil;&atilde;o, ou em sua qualidade, mas sim na observ&acirc;ncia respeitosa &agrave; compet&ecirc;ncia constitucional do ente federativo para edit&aacute;-la<\/strong> (MAURICE DUVERGER. Droit constitutionnel et institutions politiques. Paris: Presses Universitaires de France, 1955. p. 265 e ss.), <strong>com preserva&ccedil;&atilde;o de sua autonomia e sem interfer&ecirc;ncia dos demais entes da federa&ccedil;&atilde;o.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p>Fato novo sobre o tema diz respeito &agrave; derrubada do veto presidencial ocorrido quando da promulga&ccedil;&atilde;o da Lei n&ordm; 14.010\/2020 (Regime Jur&iacute;dico Emergencial &ndash; RJET &ndash; antigo PL n&ordm; 1.179\/20). O Presidente da Rep&uacute;blica, Sr. Jair Bolsonaro, havia vetado o artigo 9&ordm;do anteprojeto, que proibia a concess&atilde;o de liminares para despejos at&eacute; 30 de outubro do presente ano, nas hip&oacute;teses ali especificadas. O texto voltou a compor o RJET, em ato do Congresso Nacional, no &uacute;ltimo dia 20<a href=\"#_ftn3\"><span><span>[3]<\/span><\/span><\/a>.<\/p>\n<p>Em momento anterior, o Jur&iacute;dico da FIEMG realizou an&aacute;lise detida sobre o teor do RJET, incluindo, no estudo, o conte&uacute;do do veto at&eacute; ent&atilde;o vigente. Tal artigo, cujo trecho segue transcrito abaixo, se encontra dispon&iacute;vel para consulta na p&aacute;gina de not&iacute;cias da FIEMG<a href=\"#_ftn4\"><span><span>[4]<\/span><\/span><\/a>.<\/p>\n<p>O texto do PL 1179\/2020 previa a suspens&atilde;o da concess&atilde;o de liminar para desocupa&ccedil;&atilde;o de im&oacute;veis urbanos at&eacute; 31\/12\/2020 em quaisquer das hip&oacute;teses do art. 59 da Lei do Inquilinato (Lei 8.245\/1991), o que contemplava a manuten&ccedil;&atilde;o da posse do inquilino inadimplente. Para alguns essa disposi&ccedil;&atilde;o era interpretada como um incentivo ao inadimplemento, enquanto, para outros, tratava-se de medida necess&aacute;ria e protetiva n&atilde;o apenas sob a &oacute;tica do direito constitucional &agrave; moradia, mas tamb&eacute;m para conten&ccedil;&atilde;o da dissemina&ccedil;&atilde;o do Coronav&iacute;rus vez que a recomenda&ccedil;&atilde;o seria de isolamento e distanciamento social.&nbsp;<\/p>\n<p>Cabe ressaltar que o dispositivo reinserido n&atilde;o veta a exigibilidade judicial do cr&eacute;dito, mas apenas impede temporariamente medida viabilizadora do despejo, sendo que esta se justifica relevante por uma quest&atilde;o de sa&uacute;de p&uacute;blica, com vistas a proteger a coletividade, e n&atilde;o a beneficiar os locat&aacute;rios. Nesse vi&eacute;s, em que pese o aumento do risco de inadimpl&ecirc;ncia com a retomada do dispositivo, locat&aacute;rios comerciais e residenciais ganham um f&ocirc;lego para o enfrentamento das consequ&ecirc;ncias econ&ocirc;micas e financeiras da pandemia.<\/p>\n<p>Diante do exposto, tem-se que as partes envolvidas na rela&ccedil;&atilde;o de inquilinato n&atilde;o devem se balizar em normas estaduais que versem sobre o tema, aplicando-se, por hora, as disposi&ccedil;&otilde;es federais vigentes. Nesse contexto, torna-se ainda mais relevante nos atermos &agrave;s decis&otilde;es judiciais que v&ecirc;m sendo proferidas no intuito de por fim aos embates travados pelas partes envolvidas nas rela&ccedil;&otilde;es locat&iacute;cias, como se ver&aacute; abaixo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>3. DECIS&Otilde;ES JUDICIAIS: A TENTATIVA DE REEQUIL&Iacute;BRIO ECON&Ocirc;MICO DAS RELA&Ccedil;&Otilde;ES LOCAT&Iacute;CIAS DIANTE DA OMISS&Atilde;O LEGISLATIVA PARA O CONTEXTO EPIDEMIOL&Oacute;GICO<\/h5>\n<p>Em que pese a inconstitucionalidade dos Projetos de Lei Estaduais n&ordm; 1.744\/2020 e n&ordm; 2.128\/2020, discorrida no item 1 deste breve artigo, a primeira propositura vem no intuito de assegurar aos locat&aacute;rios de im&oacute;veis comerciais em Minas Gerais o direito de requerer aos locadores o abatimento proporcional dos alugu&eacute;is, em raz&atilde;o da determina&ccedil;&atilde;o de fechamento, interrup&ccedil;&atilde;o ou restri&ccedil;&atilde;o das atividades comerciais para atendimento das medidas de combate &agrave; Covid-19, trazidas por decretos, leis e determina&ccedil;&otilde;es de &acirc;mbito estadual. A segunda, por sua vez, objetiva a suspens&atilde;o do cumprimento de medidas judiciais, extrajudiciais ou administrativas que resultem em despejos, desocupa&ccedil;&otilde;es ou remo&ccedil;&otilde;es for&ccedil;adas, enquanto durarem os efeitos do decreto de calamidade p&uacute;blica, em raz&atilde;o dos impactos gerados pela pandemia do novo coronav&iacute;rus.<\/p>\n<p>Acontece que, como j&aacute; mencionado, trata-se de projetos ainda n&atilde;o convertidos em lei, e ainda que tal convers&atilde;o venha a ocorrer, grandes s&atilde;o as chances (e, plaus&iacute;veis os fundamentos) para a declara&ccedil;&atilde;o de inconstitucionalidade de ambas, de modo a retirar a efic&aacute;cia dessas normas. Em decorr&ecirc;ncia da inseguran&ccedil;a econ&ocirc;mica e da, at&eacute; ent&atilde;o, omiss&atilde;o legislativa no &acirc;mbito federal, o judici&aacute;rio vem atuando para intervir nas rela&ccedil;&otilde;es locat&iacute;cias, buscando reequilibrar os neg&oacute;cios jur&iacute;dicos.<\/p>\n<p>&Eacute; nesse cen&aacute;rio que in&uacute;meros julgados j&aacute; v&ecirc;m reconhecendo a necessidade de se obstarem os despejos liminares durante a situa&ccedil;&atilde;o extraordin&aacute;ria vivida, decis&atilde;o esta que, para muitos magistrados, preserva o direito &agrave; moradia, auxilia na preven&ccedil;&atilde;o do cont&aacute;gio emant&eacute;m a integridade f&iacute;sica dos envolvidos, al&eacute;m de contribuir para o cumprimento da recomenda&ccedil;&atilde;o de isolamento social &ndash; interesses que, no momento, se sobrep&otilde;e a um interesse particular.<\/p>\n<p>Nesse sentido, j&aacute; contamos com jurisprud&ecirc;ncia da 29&ordf;, da 33&ordf; e da 36&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado do Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado de S&atilde;o Paulo<a href=\"#_ftn5\"><span><span>[5]<\/span><\/span><\/a> <a href=\"#_ftn6\"><span><span>[6]<\/span><\/span><\/a> <a href=\"#_ftn7\"><span><span>[7]<\/span><\/span><\/a>, sendo que a decis&atilde;o proferida nesta &uacute;ltima c&acirc;mara se fundamentou no reconhecimento do estado de calamidade p&uacute;blica e na decreta&ccedil;&atilde;o de quarentena, decidindo ser <em>&ldquo;cab&iacute;vel a suspens&atilde;o da decis&atilde;o que concedeu o despejo, uma vez que seu cumprimento, nas atuais circunst&acirc;ncias, estaria em desconformidade com as medidas de sa&uacute;de vigentes que indicam a necessidade de se reduzir a circula&ccedil;&atilde;o de pessoas e a perman&ecirc;ncia no ambiente residencial&rdquo;<\/em>.<\/p>\n<p>Assim, a rejei&ccedil;&atilde;o ao veto presidencial do artigo 9&ordm; do PL n&ordm; 1.179\/2020 (RJET), reinserindo-o no anteprojeto, consolida as reiteradas orienta&ccedil;&otilde;es jurisprudenciais proferidas no sentido de suspender as liminares de despejo.<\/p>\n<p>Em Bras&iacute;lia, logo no in&iacute;cio da paralisa&ccedil;&atilde;o das atividades comerciais para conten&ccedil;&atilde;o &agrave; dissemina&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus, em 26 de mar&ccedil;o de 2020, foi concedida a antecipa&ccedil;&atilde;o de tutela<sup>10<\/sup>, para suspens&atilde;o da obriga&ccedil;&atilde;o de pagamento de aluguel m&iacute;nimo e fundo de promo&ccedil;&atilde;o e propaganda &ndash; ambos oriundos de Contrato de Aluguel em Shopping Center. Com a devida razoabilidade, o magistrado do caso em comento assevera que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel que todos parem de adimplir suas obriga&ccedil;&otilde;es, isto &eacute;, n&atilde;o podem todos os inquilinos deixar de pagar os alugu&eacute;is. Tampouco seria equilibrado a sua exig&ecirc;ncia integral pelo locador. Contudo, o contrato do Shopping Center em quest&atilde;o facilitou a resolu&ccedil;&atilde;o da controv&eacute;rsia, j&aacute; que vinculava o aluguel ao faturamento do lojista.<\/p>\n<p>Na fundamenta&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o, discorre-se acerca da despropor&ccedil;&atilde;o gerada entre o valor da presta&ccedil;&atilde;o devida (aluguel) e as consequ&ecirc;ncias imprevis&iacute;veis da pandemia para a comunidade que, at&eacute; ent&atilde;o, desconhecia o seu risco. Entendeu-se, portanto, cab&iacute;vel a corre&ccedil;&atilde;o do valor devido, embasado no art. 317 do C&oacute;digo Civil Brasileiro. Assim, a suspens&atilde;o do aluguel m&iacute;nimo deixa de onerar o inquilino. Em contrapresta&ccedil;&atilde;o, a manuten&ccedil;&atilde;o do aluguel percentual garante ao Shopping a receita em caso de faturamento pelo lojista (boa-f&eacute; contratual).<\/p>\n<p>No mesmo racioc&iacute;nio explanado acima, foi ajuizada a&ccedil;&atilde;o em face de outro Shopping Center, no estado do Mato Grosso, cuja liminar para suspens&atilde;o da cobran&ccedil;a de aluguel m&iacute;nimo e fundo de promo&ccedil;&atilde;o e propaganda foi deferida, passando a Autora a pagar apenas taxas pertinentes ao condom&iacute;nio e aluguel percentual. O Tribunal de Justi&ccedil;a manteve a decis&atilde;o<a href=\"#_ftn8\"><span><span>[8]<\/span><\/span><\/a>, reformando apenas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cobran&ccedil;a proporcional durante o m&ecirc;s em que o Shopping fechou (mar&ccedil;o) e para limitar os efeitos da decis&atilde;o apenas ao per&iacute;odo de fechamento do com&eacute;rcio local, o que se findou no in&iacute;cio do m&ecirc;s de junho.<\/p>\n<p>&nbsp;J&aacute; no Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado de S&atilde;o Paulo, encontram-se decis&otilde;es cuja redu&ccedil;&atilde;o do aluguel comercial foi parcial, havendo decis&otilde;es, em ambas as inst&acirc;ncias, que determinam a redu&ccedil;&atilde;o para um valor previamente pretendido ou percentual sobre o contratado<a href=\"#_ftn9\"><span><span>[9]<\/span><\/span><\/a> <a href=\"#_ftn10\"><span><span>[10]<\/span><\/span><\/a>. Assim tamb&eacute;m procedeu o juiz da 32&ordf; Vara C&iacute;vel da comarca de Belo Horizonte, em Minas Gerais, ao estabelecer que determinado Shopping Center da capital deixasse de proceder a cobran&ccedil;a de 50% (cinquenta por cento) do valor do aluguel enquanto perdurar o fechamento do estabelecimento<a href=\"#_ftn11\"><span><span>[11]<\/span><\/span><\/a>.<\/p>\n<p>A singularidade do caso mineiro adv&eacute;m do fato de que tamb&eacute;m restou determinada, como obriga&ccedil;&atilde;o do locat&aacute;rio, a quita&ccedil;&atilde;o do valor que deixou de pagar durante todo o per&iacute;odo de fechamento. Por fim, assim como nas decis&otilde;es proferidas no Distrito Federal e no Mato Grosso acima comentadas, manteve-se a cobran&ccedil;a da taxa condominial, j&aacute; que, nos termos de decis&atilde;o, ela &ldquo;deve refletir o rateio das despesas de manuten&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas comuns do <em>shopping<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>A determina&ccedil;&atilde;o contida na decis&atilde;o proferida em Belo Horizonte, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quita&ccedil;&atilde;o posterior de alugu&eacute;is n&atilde;o pagos, valer&aacute; para aqueles que se tornarem inadimplentes com base na proibi&ccedil;&atilde;o de liminares de despejo at&eacute; 30 de outubro. Isso porque a norma que veda o despejo n&atilde;o isenta da cobran&ccedil;a, sendo certo que esta ocorrer&aacute; pelos locadores e, ap&oacute;s outubro, as liminares voltar&atilde;o a ser proferidas.<\/p>\n<p>Por fim, o Tribunal de Justi&ccedil;a de Minas Gerais proferiu decis&atilde;o de interesse da ind&uacute;stria de constru&ccedil;&atilde;o civil, determinando que uma construtora pague os alugu&eacute;is a uma fam&iacute;lia que teve sua renda diminu&iacute;da em raz&atilde;o da paralisa&ccedil;&atilde;o comercial na pandemia e adquiriu um apartamento em constru&ccedil;&atilde;o, cuja obra n&atilde;o se finalizou no tempo esperado<a href=\"#_ftn12\"><span><span>[12]<\/span><\/span><\/a>. Nesse ponto, acredita-se que a hipossufici&ecirc;ncia e vulnerabilidade do consumidor em face da construtora sobrepesou, ainda que, notoriamente, os empreendimentos imobili&aacute;rios tenham suas obras atrasadas, tanto em decorr&ecirc;ncia de medidas mitigat&oacute;rias &agrave; dissemina&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus, quanto pelos preju&iacute;zos financeiros suportados.<\/p>\n<p>Diante dos desafios do momento, em que pese as diversas consequ&ecirc;ncias trazidas &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es privadas, o que se denota das decis&otilde;es judiciais &eacute; a inten&ccedil;&atilde;o de mitigar os desequil&iacute;brios gerados em decorr&ecirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o <em>sui generis<\/em>, no intuito de assegurar a ordem p&uacute;blica e o bem-estar social moment&acirc;neo.<\/p>\n<\/p>\n<h5><strong>4. CONCLUS&Atilde;O<\/strong><\/h5>\n<p>Por todo o exposto, &eacute; vis&iacute;vel a atua&ccedil;&atilde;o de ambos os poderes, legislativo e judici&aacute;rio, de modo a buscar corroborar com um cen&aacute;rio negocial revestido de maior seguran&ccedil;a jur&iacute;dica. Em que pese tais medidas implicarem uma interven&ccedil;&atilde;o estatal nas rela&ccedil;&otilde;es privadas, elas se fazem necess&aacute;rias diante do estado de pandemia. Contudo, insta salientar, no que se refere &agrave; edi&ccedil;&atilde;o de normas, que a reda&ccedil;&atilde;o destas tem sido votada e aprovada no Congresso Nacional, visando a uma interven&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima na rela&ccedil;&atilde;o contratual entre as partes, considerando o atual contexto.<\/p>\n<p>Ponto &uacute;ltimo a ser mencionado diz respeito &agrave; necessidade de incentivar a autocomposi&ccedil;&atilde;o, para resolu&ccedil;&atilde;o dos conflitos diante dos impasses enfrentados em decorr&ecirc;ncia da crise, em que se exalta a import&acirc;ncia da negocia&ccedil;&atilde;o como melhor op&ccedil;&atilde;o a satisfazer as necessidades de ambos os polos da rela&ccedil;&atilde;o de inquilinato. Como mencionado, tribunais est&atilde;o proferindo liminares para determinar abatimento dos alugu&eacute;is pactuados e, com a proibi&ccedil;&atilde;o do despejo liminar at&eacute; 30 de outubro, resta evidente que as rela&ccedil;&otilde;es contratual e processual foram temporariamente reequacionadas em benef&iacute;cio do locat&aacute;rio. Assim sendo, uma vez que o locador passa a suportar maior &ocirc;nus, deve empreitar esfor&ccedil;os para a flexibiliza&ccedil;&atilde;o das normas contratuais, com vistas a minimizar o preju&iacute;zo financeiro imediato e o passivo judicial.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>Lu&iacute;sa Pires Domingues<\/strong> &#8211; Advogada C&iacute;vel na Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado de Minas Gerais. Graduada pela Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Minas Gerais &ndash; PUC\/MG (2018) e p&oacute;s-graduada em Direito Civil Aplicado (2020) pelo Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o Continuada da PUC\/MG<\/p>\n<p><strong>Renata Valadares Cunha Maciel<\/strong> &#8211; Advogada C&iacute;vel e Imobili&aacute;rio na Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado de Minas Gerais. Graduada pela FUMEC (2000) e p&oacute;s-graduada em Direito Comercial pela FUMEC (2004).<\/p>\n<p>___________________________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\"><span><span>[1]<\/span><\/span><\/a> Lei n<sup>o<\/sup> 8.245, de 18 de outubro de 1991, disp&otilde;e sobre as loca&ccedil;&otilde;es dos im&oacute;veis urbanos e procedimentos a elas pertinentes.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\"><span><span>[2]<\/span><\/span><\/a> STF. ADI 3.207. Rel. Min. Alexandre de Moraes. Julgado em 12\/04\/2018. DJE de 25\/04\/2018.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\"><span><span>[3]<\/span><\/span><\/a>AG&Ecirc;NCIA SENADO. C&acirc;mara confirma derrubada de veto sobre regime jur&iacute;dico especial durante pandemia. Dispon&iacute;vel em: <a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2020\/08\/20\/camara-confirma-derrubada-de-veto-sobre-regime-juridico-especial-durante-pandemia\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2020\/08\/20\/camara-confirma-derrubada-de-veto-sobre-regime-juridico-especial-durante-pandemia<\/a>. Acesso em 28\/08\/2020.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\"><span><span>[4]<\/span><\/span><\/a> FIEMG. FIEMG prepara t&eacute;cnica sobre RJET. Dispon&iacute;vel em: <a href=\"https:\/\/www.fiemg.com.br\/sesi-cultra\/noticias\/detalhe\/fiemg-prepara-tecnica-sobre-rjet?prefix=&amp;link=\/noticias\/detalhe\/fiemg-prepara-tecnica-sobre-rjet\">https:\/\/www.fiemg.com.br\/sesi-cultra\/noticias\/detalhe\/fiemg-prepara-tecnica-sobre-rjet?prefix=&amp;link=\/noticias\/detalhe\/fiemg-prepara-tecnica-sobre-rjet<\/a>. Acesso em 28\/08\/2020.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\"><span><span>[5]<\/span><\/span><\/a>TJSP. 33&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado, Agravo de Instrumento n&ordm; 2066062-90.2020.8.26.0000, j. em 28\/04\/2020.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\"><span><span>[6]<\/span><\/span><\/a>TJSP. 29&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado, Agravo de Instrumento n&ordm; 2081160-18.2020.8.26.0000, j. em 12\/05\/2020.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\"><span><span>[7]<\/span><\/span><\/a>TJSP. 36&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado, Agravo de Instrumento n&ordm; 2102322-69.2020.8.26.0000, j. em 10\/06\/2020.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\"><span><span>[8]<\/span><\/span><\/a> TJMT. 2&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado. Agravo de Instrumento n&ordm; 101079-05.20208.11.0000. Des. Rel. Marilsen Andrade Addario. Dje 28\/06\/2020.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\"><span><span>[9]<\/span><\/span><\/a> TJSP. 36&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado. Agravo de Instrumento n&ordm; 2084879-08.2020.8.26.0000. Des. Rel. Jayme Queiroz Lopes. DJe 28\/05\/2020.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\"><span><span>[10]<\/span><\/span><\/a> TJSP. 31&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado. Agravo de Instrumento n&ordm; 2140223-71.2020.8.26.0000. Des. Rel. Antonio Rigolin. DJe 06\/07\/2020.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\"><span><span>[11]<\/span><\/span><\/a> TJMG. Lojista pagar&aacute; 50% de aluguel enquanto shopping estiver fechado. Dispon&iacute;vel em: <a href=\"https:\/\/www.tjmg.jus.br\/portal-tjmg\/noticias\/lojista-pagara-50-de-aluguel-enquanto-shopping-estiver-fechado.htm#.Xz_mZMhKiM8\">https:\/\/www.tjmg.jus.br\/portal-tjmg\/noticias\/lojista-pagara-50-de-aluguel-enquanto-shopping-estiver-fechado.htm#.Xz_mZMhKiM8<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\"><span><span>[12]<\/span><\/span><\/a>TJMG. 12&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel. Des. Rel. Jos&eacute; Augusto Louren&ccedil;o dos Santos. Agravo de Instrumento n&ordm; 1.0000.20.053512-8\/001. Julgamento em 29\/07\/0020, publica&ccedil;&atilde;o da s&uacute;mula em 03\/08\/2020.<\/p>\n<\/p>\n<p>contratos locacao comercial<\/p>\n","protected":false},"featured_media":4319,"template":"","categoria_publicacao_interna":[],"class_list":["post-2603","publicacoes-interna","type-publicacoes-interna","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A pandemia e seus impactos nos Contratos de Loca\u00e7\u00e3o Comercial - SESI Cultura<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.fiemg.com.br\/sesi-cultura\/publicacoes-interna\/a-pandemia-e-seus-impactos-nos-contratos-de-locacao-comercial\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A pandemia e seus impactos nos Contratos de Loca\u00e7\u00e3o Comercial - SESI Cultura\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Confira o artigo produzido pela Ger\u00eancia Jur\u00eddica da FIEMG https:\/\/www.fiemg.com.br\/sesi-cultra 1. 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