{"id":2604,"date":"2023-07-07T23:46:07","date_gmt":"2023-07-07T23:46:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fiemg.com.br\/sesi-cultra\/publicacoes-interna\/qualidade-da-agua-do-rio-paraopeba\/"},"modified":"2023-07-07T23:46:07","modified_gmt":"2023-07-07T23:46:07","slug":"qualidade-da-agua-do-rio-paraopeba","status":"publish","type":"publicacoes-interna","link":"https:\/\/www.fiemg.com.br\/sesi-cultura\/publicacoes-interna\/qualidade-da-agua-do-rio-paraopeba\/","title":{"rendered":"Qualidade da \u00e1gua do Rio Paraopeba"},"content":{"rendered":"<p>Confira o estudo produzido a pedido da Ger\u00eancia do Meio Ambiente<\/p>\n<p>https:\/\/www.fiemg.com.br\/sesi-cultra<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/media\/FIEMG\/Agua\/FM001720A_fiemg_MA_artigo_paraopeba.jpg\" alt=\"FM001720A_fiemg_MA_artigo_paraopeba.jpg\" width=\"867\" height=\"298\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/p>\n<\/p>\n<h4><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>CONTEXTO<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>Ap&oacute;s um ano de intenso monitoramento<span>,<\/span> o IGAM publicou<span>,<\/span>em abril de 2020, <span>o<\/span>caderno especial intitulado &ldquo;Acompanhamento da Qualidade das &Aacute;guas do Rio Paraopeba&rdquo;,<span> no qual<\/span>discorre sobre&nbsp; a avalia&ccedil;&atilde;o do monitoramento da qualidade das &aacute;guas e sedimentos realizado&nbsp;a partir do dia 25 de janeiro de 2019, quando a barragem de rejeito no complexo da Mina C&oacute;rrego Feij&atilde;o, designada B1, da empresa Vale S\/A<span>,<\/span><span>&nbsp;<\/span>rompeu no Ribeir&atilde;o Ferro-Carv&atilde;o, tribut&aacute;rio do Rio Paraopeba, provocando diversos impactos diretos na qualidade das &aacute;guas e, consequentemente, no provimento de usos m&uacute;ltiplos na &aacute;rea diretamente afetada.<\/p>\n<p><strong>A inten&ccedil;&atilde;o do <span>c<\/span><span>aderno <\/span>foi <span>divulgar<\/span><span> o que se <\/span><span>verificou<\/span><span> sobre<\/span>a influ&ecirc;ncia do rompimento da barragem da Mina C&oacute;rrego Feij&atilde;o <span>(<\/span>Brumadinho) &nbsp;na qualidade das &aacute;guas do Rio Paraopeba.&nbsp;<\/strong>Este artigo visa contribuir com a referida avalia&ccedil;&atilde;o e apresentar a qualidade das &aacute;guas do Rio Paraopeba um ano ap&oacute;s o rompimento da barragem da Vale, utilizando-se da mesma metodologia empregada pelo IGAM no PROGRAMA &Aacute;GUAS DE MINAS, em vigor desde 1997 e de grande reconhecimento e validade para o estado de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Realizou-se<span>,<\/span>inicialmente, uma &nbsp;complementa&ccedil;&atilde;o comparativa das principais constata&ccedil;&otilde;es advindas dos dados sobre qualidade de &aacute;gua publicados no <span>&ldquo;<\/span><span>c<\/span>aderno especial<em><span>&rdquo;<\/span> <\/em>do IGAM, juntamente com a s&eacute;rie hist&oacute;rica de monitoramento do PROGRAMA &Aacute;GUA<span>S<\/span> DE MINAS, bem como com as principais constata&ccedil;&otilde;es publicadas no relat&oacute;rio intitulado&nbsp; <strong>DIAGN&Oacute;STICO DAS &Aacute;GUAS DA BACIA PARAOPEBA FRENTE AOS EMPREENDIMENTOS DO SETOR M&Iacute;NERO-INDUSTRIAL NO PER&Iacute;ODO DE -1997 A 2018 E P&Oacute;S-ROMPIMENTO DABARRAGEM B1 &ndash; BRUMADINHO<\/strong><span>,<\/span>datado de abril de 2019, publicado pela FIEMG e de autoria da IB CONSULTORIA .<\/p>\n<p>Salienta-se que, os valores avaliados s&atilde;o oficiais e resultam do monitoramento realizadono per&iacute;odo p&oacute;s-rompimento e tamb&eacute;m na s&eacute;rie hist&oacute;rica de 1997 a 2018. A an&aacute;lise foi realizada ao longo da calha do Rio Paraopeba, em rela&ccedil;&atilde;o ao local de rompimento da barragem de rejeito do Complexo C&oacute;rrego Feij&atilde;o, considerando o ponto de monitoramento a montante at&eacute; o Rio S&atilde;o Francisco.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Imagem 1<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/media\/FIEMG\/Agua\/a.png\" alt=\"a.png\" width=\"722\" height=\"359\" \/><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Fonte: IB CONSULTORIA<span><a href=\"#_msocom_1\"><\/a><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>MEDOTOLOGIA<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O objetivo deste estudo &eacute; realizar uma avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade das &aacute;guas na calha do Rio Paraopeba ap&oacute;s o rompimento. Procurou-se manter a metodologia utilizada no PROGRAMA &Aacute;GUAS DE MINAS, cuja base &eacute; de CONTAMINANTES T&Oacute;XICOS.<\/p>\n<p>A classifica&ccedil;&atilde;o <strong>Contamina&ccedil;&atilde;o por T&oacute;xicos<\/strong> define &iacute;ndices (tabela 1) que variam entre <strong>baixo, m&eacute;dio e alto<\/strong>, de acordo com o valor apurado em rela&ccedil;&atilde;o ao limite legal preconizado pela legisla&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tabela 1 &ndash; &Iacute;ndice de Contamina&ccedil;&atilde;o T&oacute;xica<\/strong><\/p>\n<p><span><img decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/media\/FIEMG\/Agua\/TABELA-1.png\" alt=\"TABELA-1.png\" width=\"795\" height=\"461\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/span><\/p>\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Fonte: IGAM, 2017<\/p>\n<\/p>\n<h4><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>PRINCIPAIS CONSTATA&Ccedil;&Otilde;ES<\/strong><\/span><\/h4>\n<\/p>\n<p>As principais viola&ccedil;&otilde;es inferidas neste artigo s&atilde;o referentes a: Ferro dissolvido, Mangan&ecirc;s Total, Alum&iacute;nio Dissolvido, Chumbo Total, Merc&uacute;rio Total, N&iacute;quel Total, C&aacute;dmio Total e Zinco Total.<\/p>\n<p>&Agrave; exce&ccedil;&atilde;o de FERRO, MANGAN&Ecirc;S e ALUM&Iacute;NIO, que foram analisados por estarem presentes na calha do Rio Paraopeba e no solo da regi&atilde;o, os demais par&acirc;metros s&atilde;o considerados CONTAMINANTES T&Oacute;XICOS.<\/p>\n<p>A seguir, na tabela 2, apresenta-se o percentual de viola&ccedil;&atilde;o dos valores encontrados em rela&ccedil;&atilde;o aos &iacute;ndices de contamina&ccedil;&atilde;o BAIXO, M&Eacute;DIO e ALTO, no ponto a montante do rompimento (BP036), bem como os valores apresentados na s&eacute;rie hist&oacute;rica da calha at&eacute; o ano de 2018 e os valores apresentados na calha ap&oacute;s o rompimento da barragem B1.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tabela 2 &ndash; % de Viola&ccedil;&atilde;o do Limite Legal<\/strong><\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/media\/FIEMG\/Agua\/TAABELA-2.png\" alt=\"TAABELA-2.png\" width=\"642\" height=\"373\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/strong><\/p>\n<p><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Fonte: IB CONSULTORIA<\/span><\/p>\n<\/p>\n<p>Vale salientar que na s&eacute;rie hist&oacute;rica foram avaliados 933 resultados e, no ano de 2019-20 (p&oacute;s- -rompimento), 1.140 resultados.&nbsp;<\/p>\n<p>Considerou-se tamb&eacute;m, para a avalia&ccedil;&atilde;o, a divis&atilde;o em trecho da calha do Rio Paraopeba:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">I.&nbsp;<strong>Trecho M<\/strong>: Rio Paraopeba a montante da Foz do Ribeir&atilde;o Ferro-Carv&atilde;o (BP036)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">II.&nbsp;<strong>Trecho 1:<\/strong> Localizado nos primeiros 40 km ap&oacute;s a conflu&ecirc;ncia com o Ribeir&atilde;o Ferro- -Carv&atilde;o at&eacute; a montante da termel&eacute;trica Igarap&eacute; (BPE2, BP068, BP070)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">III.&nbsp;<strong>Trecho 2<\/strong>: Localizado entre 40 km e 123 km ap&oacute;s a conflu&ecirc;ncia com o Ribeir&atilde;o Ferro- &#8211; Carv&atilde;o (BP072, BPE3, BPE4, BP082)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">IV.&nbsp;<strong>Trecho 3<\/strong>: Localizado entre 190 km a 279 km ap&oacute;s a conflu&ecirc;ncia com o Ribeir&atilde;o Ferro- &#8211; Carv&atilde;o at&eacute; a montante da UHE Retiro Baixo (BP083, BP077, BP078 e BP087)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">V.&nbsp;<strong>Trecho 4<\/strong>: Localizado a 318 km ap&oacute;s a conflu&ecirc;ncia com o Ribeir&atilde;o Ferro-Carv&atilde;o, a jusante da UHE Retiro Baixo (BP099)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">VI.&nbsp;<strong>Trecho 5<\/strong>: Localizado no corpo da represa de Tr&ecirc;s Marias (BPE06, BPE07, BPE08)<\/p>\n<\/p>\n<p>ALUM&Iacute;NIO<\/p>\n<p>Conforme o caderno especial emitido pelo IGAM, o &ldquo;Alum&iacute;nio apresenta-se com valores pr&oacute;ximos da normalidade hist&oacute;rica justamente nos primeiros 60 km a jusante da barragem, aumentando muito al&eacute;m dessa normalidade em todos os outros pontos ao longo da calha do rio Paraopeba, inclusive no trecho de montante&rdquo; (grifo nosso).<\/p>\n<p>&#8220;Acrescenta-se a esse fato as ocorr&ecirc;ncias de Alum&iacute;nio acima do limite legal at&eacute; o ano de 2018 que se deram ao longo de todo o curso de &aacute;gua, predominantemente no per&iacute;odo chuvoso, muito provavelmente pelo carreamento de solo rico em Alum&iacute;nio, caracter&iacute;stica natural da regi&atilde;o&#8221; (grifo nosso).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Corroborando as constata&ccedil;&otilde;es acima, o gr&aacute;fico 1 apresenta um aumento na frequ&ecirc;ncia do percentual de valores em viola&ccedil;&atilde;o ao limite legal ap&oacute;s o rompimento, destacando-se que tal aumento j&aacute; &eacute; percebido <strong>a montante<\/strong> do Ribeir&atilde;o Ferro-Carv&atilde;o (BP 036).<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr&aacute;fico 1 <\/strong><\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/media\/FIEMG\/Agua\/GRAFICO.png\" alt=\"GRAFICO.png\" width=\"612\" height=\"272\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/strong><\/p>\n<p><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Fonte: IB CONSULTORIA<\/span><\/p>\n<p>FERRO<\/p>\n<p>Seguindo a legisla&ccedil;&atilde;o, foram avaliados os valores de Ferro Dissolvido ao longo da calha do Rio Paraopeba, conforme gr&aacute;fico abaixo.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr&aacute;fico 2<\/strong><\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/media\/FIEMG\/Agua\/GRAFICO-2.png\" alt=\"GRAFICO-2.png\" width=\"594\" height=\"463\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/strong><\/p>\n<p><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Fonte: IB CONSULTORIA<\/span><\/p>\n<\/p>\n<p>&Eacute; observada a presen&ccedil;a de Ferro Dissolvido em toda a calha do Rio Paraopeba, inclusive a montante (BP036). Os 27% dos resultados obtidos no per&iacute;odo at&eacute; 2018 (S&Eacute;RIE HIST&Oacute;RICA) encontram-se acima do limite legal da legisla&ccedil;&atilde;o vigente, sendo a maioria no per&iacute;odo de chuva, quando o carreamento de solo ocorre.<\/p>\n<p>Destaca-se que, na regi&atilde;o da Bacia do Rio Paraopeba, existe a presen&ccedil;a natural de Ferro no sedimento de corrente e solo (CPRM 2014), contribuindo para o aumento dos teores de Ferro encontrados em toda a extens&atilde;o da calha do rio. Salienta-se ainda que o percentual de viola&ccedil;&otilde;es em toda a extens&atilde;o da calha do Paraopeba foi maior p&oacute;s-rompimento, inclusive a montante do C&oacute;rrego Feij&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MANGAN&Ecirc;S TOTAL<\/p>\n<p>Verifica-se que 96% dos teores de Mn na s&eacute;rie hist&oacute;rica at&eacute; o ano de 2018, antes mesmo do rompimento, encontravam-se acima do limite da legisla&ccedil;&atilde;o vigente e estavam concentrados no per&iacute;odo chuvoso, possivelmente devido ao carreamento de solo, pelo fato da bacia estar localizada dentro do quadril&aacute;tero ferr&iacute;fero, onde existem valores naturais de Mangan&ecirc;s no solo e sedimento de corrente (CPRM 2014).&nbsp;<\/p>\n<p>Assim como o Ferro e o Alum&iacute;nio, os valores elevados de Mangan&ecirc;s s&atilde;o observados no trecho localizado a montante do rompimento (gr&aacute;fico 3), tendo sido verificados percentuais de viola&ccedil;&atilde;o superiores a 90% na s&eacute;rie hist&oacute;rica, no Rio Paraopeba, na localidade de Melo Franco\/Brumadinho (BP036).<\/p>\n<p>Enfim, conforme tabela 2, os valores de Mn t&ecirc;m a sua maioria registrada nos &iacute;ndices de CT ALTO, mesmo antes do rompimento da barragem B1, em Brumadinho.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr&aacute;fico 3<\/strong><\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/media\/FIEMG\/Agua\/GRAFICO-3.png\" alt=\"GRAFICO-3.png\" width=\"638\" height=\"497\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/strong><\/p>\n<p><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Fonte: IB CONSULTORIA<\/span><\/p>\n<\/p>\n<p>CHUMBO TOTAL<\/p>\n<p>A s&eacute;rie hist&oacute;rica (tabela 2) mostra que existem mais viola&ccedil;&otilde;es ao limite legal do que viola&ccedil;&otilde;es ocorridas ap&oacute;s o rompimento. Ressalta-se que, desde mar&ccedil;o de 2019, os valores de Chumbo n&atilde;o foram ultrapassados ao limite legal na calha do Rio Paraopeba.<\/p>\n<p>O mesmo pode ser verificado no gr&aacute;fico seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr&aacute;fico 4<\/strong><\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/media\/FIEMG\/Agua\/U.png\" alt=\"U.png\" width=\"709\" height=\"426\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/strong><\/p>\n<p><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Fonte: IB CONSULTORIA<\/span><\/p>\n<p>MERC&Uacute;RIO<\/p>\n<p>Ap&oacute;s o rompimento, &eacute; observado Merc&uacute;rio no m&ecirc;s de fevereiro de 2019 com valores acima do limite legal, por&eacute;m, no m&ecirc;s de mar&ccedil;o em diante, os valores se encontram dentro do limite legal.<\/p>\n<p>Na s&eacute;rie hist&oacute;rica, n&atilde;o se observa Merc&uacute;rio na calha, nos pontos localizados a montante de Brumadinho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>C&Aacute;DMIO, COBRE, CROMO, N&Iacute;QUEL E ZINCO<\/p>\n<p>Os demais par&acirc;metros de &ldquo;contaminantes t&oacute;xicos&rdquo; &ndash; <strong>c&aacute;dmio, cobre, cromo, n&iacute;quel e zinco<\/strong> &ndash; em s&eacute;rie hist&oacute;rica e em alguns casos j&aacute; a montante de Brumadinho, bem como os de p&oacute;s-rompimento, s&atilde;o de viola&ccedil;&otilde;es aleat&oacute;rias e pouco frequentes. Salienta-se que os maiores valores acontecem somente em per&iacute;odos de chuva, tanto na s&eacute;rie hist&oacute;rica quanto ap&oacute;s o rompimento.<\/p>\n<p>&nbsp;Destaca-se, no entanto, a presen&ccedil;a de Cobre no trecho 4, mas observa-se tamb&eacute;m a viola&ccedil;&atilde;o na s&eacute;rie hist&oacute;rica (trecho 3). Ambos podem estar relacionados &agrave; presen&ccedil;a de outros empreendimentos na calha do Rio Paraopeba, com potencial de contamina&ccedil;&atilde;o para Cobre, conforme gr&aacute;fico a seguir.<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr&aacute;fico 5<\/strong><\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/media\/FIEMG\/Agua\/v.png\" alt=\"v.png\" width=\"597\" height=\"359\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/strong><\/p>\n<p><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Fonte: IB CONSULTORIA<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>CONCLUS&Atilde;O<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>Por fim, ap&oacute;s um ano de rompimento da barragem B1, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que n&atilde;o existe contamina&ccedil;&atilde;o por t&oacute;xicos nas &aacute;guas da barragem de Tr&ecirc;s Marias (trecho 5) que tenha sido gerada do rejeito vindo do rompimento da barragem da Mina C&oacute;rrego Feij&atilde;o, em Brumadinho. Al&eacute;m disso, a presen&ccedil;a de contaminantes t&oacute;xicos na calha do Rio Paraopeba n&atilde;o pode ser atribu&iacute;da ao rompimento da barragem B1, bem como a exist&ecirc;ncia de Ferro, Mangan&ecirc;s e Alum&iacute;nio, apesar de presente no rejeito e nos sedimentos do Rio Paraopeba, pois estes j&aacute; se faziam presentes em &iacute;ndices superiores ao limite legal mesmo antes de janeiro de 2019, conforme monitoramento da qualidade das &aacute;guas a montante do rompimento e na s&eacute;rie hist&oacute;rica em toda a calha do Rio Paraopeba.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>______________<\/p>\n<p><strong>Estudo:&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;IB CONSULTORIA<\/p>\n<p><strong><\/strong><strong>Coordena&ccedil;&atilde;o:<\/strong><\/p>\n<p>Wagner Soares Costa &nbsp;&#8211;&nbsp;Gerente do Meio Ambiente da FIEMG<\/p>\n<p><strong>Apoio t&eacute;cnico:<\/strong><\/p>\n<p>Deivid Lucas de Oliveira &#8211;&nbsp;&nbsp;Analista Ambiental da&nbsp;<span>Gerencia do Meio Ambiente da FIEMG<\/span><\/p>\n<\/p>\n<p>artigoqualidadeagua<\/p>\n","protected":false},"featured_media":4319,"template":"","categoria_publicacao_interna":[],"class_list":["post-2604","publicacoes-interna","type-publicacoes-interna","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - 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