A inovação como ferramenta de competitividade, crescimento econômico e geração de oportunidades foi o eixo central da reunião do Conselho de Tecnologia e Inovação da Indústria da FIEMG, realizada nesta quinta-feira (25/6), na sede da Federação, em Belo Horizonte. O encontro discutiu o novo edital Compete Minas 2026, o programa IEL Pro Portadores de Inovação e a necessidade de mecanismos financeiros que ampliem o acesso de empresas a projetos tecnológicos.
Na abertura, o presidente do Conselho, Matheus Pedrosa, destacou que a inovação precisa sair do discurso e chegar à rotina das empresas. “Quando falamos de inovação, falamos de destravar a economia, sair da mesmice e ampliar o potencial das empresas mineiras”, afirmou.
O edital Compete Minas 2026 foi apresentado pelo presidente da FAPEMIG, professor Carlos Arruda, e pela gerente de Inovação da Fundação, Marina Dutra. A chamada prevê R$ 50 milhões para projetos de desenvolvimento tecnológico e inovação no setor produtivo. Podem participar empresas e cooperativas, com ou sem parceria com instituições científicas e tecnológicas de Minas Gerais.
Segundo Mariana, a nova edição mantém o valor do edital anterior, mas reforça a busca por projetos com maior qualidade e impacto. “A decisão foi manter o volume de recursos e elevar a qualidade das propostas. Queremos projetos de excelente nível, com resultados concretos para as empresas e para a economia mineira”, afirmou.
A apresentação deixou claro que a inovação apoiada pelo edital deve gerar novos produtos, processos, serviços ou modelos de negócio. Também foi destacado que projetos de micro e pequenas empresas podem contar com uma bolsa para o sócio, o que amplia o alcance do programa entre negócios de menor porte.
Outro tema da reunião foi o IEL Pro Portadores de Inovação, apresentado pela gerente de Consultoria Para Negócios, Gabriela Franco e pelo analista de Governança e Inovação Estratégica do IEL-MG, Rolf Gaspar. A proposta busca formar profissionais dentro das empresas com capacidade de identificar oportunidades, estruturar projetos e aproximar a indústria de linhas de fomento, benefícios fiscais, instituições de pesquisa e ambientes de inovação.
O programa prevê capacitação, mentorias, visitas técnicas e desenvolvimento de um projeto de inovação ao final da jornada. A iniciativa responde a uma dificuldade recorrente entre as empresas: muitas desejam acesso a recursos, mas ainda não têm projetos maduros ou equipes preparadas para organizar as propostas.
Para Matheus Pedrosa, a formação de pessoas é decisiva para que a inovação vire prática constante. “A empresa não pode olhar para inovação só quando aparece um edital. É preciso criar cultura, preparar profissionais e formar uma base capaz de transformar ideias em projetos reais”, disse.
A reunião também abriu espaço para um debate sobre financiamento. Conselheiros apontaram que empresas médias enfrentam dificuldade de acesso a crédito para inovação por falta de garantias aceitas pelos bancos. A avaliação dos participantes é que Minas Gerais precisa combinar fomento, capacitação e instrumentos financeiros para transformar conhecimento em produtos, serviços, empregos e novas oportunidades de mercado. O tema deve voltar à pauta do Conselho em novas discussões.
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Ana Paula Motta
Imprensa FIEMG