Evento destaca importância do planejamento para a continuidade dos negócios
Empresários e representantes do setor industrial participaram, no dia 12 de maio, de uma palestra sobre sucessão familiar e continuidade dos negócios, promovida pela FIEMG Alto Paranaíba, em parceria com o Sinduscon, Sindivest e Sindimetal e ainda com a Escola da Família Empresária. O evento teve o apoio do Hotel Fratele. O encontro trouxe reflexões sobre os desafios enfrentados pelas empresas familiares e a necessidade de preparação das lideranças para garantir a longevidade dos empreendimentos.
Na abertura do evento, a presidente da FIEMG Alto Paranaíba, Teresinha Martins enfatizou que por trás de cada empresa, existe uma história construída com trabalho, dedicação e coragem e que é importante assegurar a continuidade dos negócios, ao longo das gerações. Em sua mensagem, ressaltou que o processo sucessório deve respeitar a história construída pelos fundadores, ao mesmo tempo em que prepara as empresas para o futuro.
Também durante a abertura, o presidente do Sindimetal, Márcio Júnior, enfatizou a relevância da discussão para o ambiente empresarial. Segundo ele, preparar a sucessão é fundamental para assegurar a perenidade dos negócios, fortalecer a gestão e garantir que as empresas estejam prontas para os desafios das próximas gerações.
A palestra foi ministrada por Juliana Costa Gonçalves, especialista em empresas familiares e sucessão empresarial. Ela ressaltou que as empresas familiares representam mais da metade do PIB brasileiro e são responsáveis por cerca de três quartos dos empregos no país.
A consultora também chamou atenção para os desafios da continuidade empresarial. Dados apresentados mostram que 70% das empresas familiares não sobrevivem à segunda geração, apenas 10% chegam à terceira e somente 4% alcançam a quarta geração. Entre os principais fatores para esse cenário estão conflitos familiares, ausência de sucessores preparados e falta de planejamento sucessório.
Ao longo da palestra, Juliana reforçou que a sucessão não deve ser vista como um ato isolado, mas como um processo gradual de transferência de poder, conhecimento e patrimônio entre gerações. Ela apresentou boas práticas voltadas à longevidade das empresas familiares, como diálogo entre os membros da família, profissionalização da gestão, implementação de governança corporativa e formação das novas gerações para o papel de futuros acionistas.
Durante o encontro, a industrial Cynthia Morais compartilhou a vivência de sua mãe e irmãs, no processo sucessório. Ela relatou que tiveram que assumir responsabilidades na empresa após o falecimento prematuro do pai e destacou a importância de as empresas familiares se prepararem antecipadamente para a sucessão, garantindo maior segurança para a continuidade dos negócios.