A indústria mineira registrou retração de 2,2% no faturamento real em maio, na comparação com abril, segundo a Pesquisa Indicadores Industriais de Minas Gerais, elaborada pela Gerência de Economia da FIEMG. O resultado interrompeu uma sequência de três meses de alta e refletiu a redução de pedidos nos segmentos extrativo e de transformação.
Apesar da queda no faturamento, os demais indicadores apresentaram desempenho positivo. As horas trabalhadas na produção cresceram 1,5%, no quarto avanço mensal consecutivo, e a utilização da capacidade instalada passou de 80,2% em abril para 82,2% em maio.
O mercado de trabalho também registrou crescimento. O emprego industrial avançou 0,6% no mês. A massa salarial real subiu 1,2% e o rendimento médio real aumentou 0,6%, influenciados pela ampliação do quadro de pessoal e pelo pagamento de horas extras e gratificações.
No acumulado de 2026, os indicadores seguem em expansão. O faturamento real registra alta de 0,2%, as horas trabalhadas avançam 2,1%, o emprego cresce 1,7% e a massa salarial real acumula aumento de 5,5%.
O conjunto dos resultados indica manutenção do ritmo moderado de crescimento da indústria mineira, mesmo diante de um ambiente econômico desafiador. Para os próximos meses, juros elevados, condições financeiras restritivas e pressões externas tendem a limitar o ritmo de expansão da atividade industrial.
A pesquisa de maio de 2026 foi realizada com 180 empresas e acompanhou variáveis como faturamento real, horas trabalhadas na produção, emprego, massa salarial real, rendimento médio real e utilização da capacidade instalada.
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Imprensa FIEMG