A produção industrial de Minas Gerais recuou 1,3% em junho, na comparação com maio, já considerando os efeitos sazonais. O resultado representa a segunda queda mensal consecutiva e reforça a perda de ritmo da atividade industrial no estado. No acumulado do ano, o crescimento passou de 1,9% até abril para 0,6% até junho.

O desempenho do mês foi influenciado principalmente pela indústria de transformação, que registrou queda de 1,7%. Entre os segmentos com maiores retrações estão derivados de petróleo e biocombustíveis, com redução de 25,8%, alimentos, com queda de 3,3%, e produtos químicos, com recuo de 1,7%. Em sentido contrário, a indústria extrativa avançou 1,7%.
Mesmo com a retração da transformação, sete segmentos tiveram resultados positivos em junho. Os destaques foram a fabricação de celulose e papel, que cresceu 6,9%, bebidas, com alta de 5,4%, e metalurgia, com avanço de 3,5%.
Para o economista-chefe da FIEMG, João Gabriel Pio, o cenário exige atenção no segundo semestre. “A indústria mineira entra no segundo semestre em um cenário de desaceleração, marcado pela perda de dinamismo da indústria de transformação e por um ambiente externo ainda incerto. A resiliência da indústria extrativa e de segmentos ligados às commodities deve contribuir para sustentar a atividade, cujo desempenho dependerá, sobretudo, da evolução das condições financeiras, da recuperação da demanda doméstica e do comportamento dos mercados internacionais”, avalia.
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Denise Lucas
Imprensa FIEMG