No dia 5 de março, a presidente da FIEMG Regional Zona da Mata e do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Juiz de Fora e Governador Valadares e das Indústrias de Malharias de Juiz de Fora (Sindivest JF-GV), Mariângela Marcon, participou de uma reunião de caráter emergencial com representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese), Invest Minas, Agência de Migração da ONU (Organização das Nações Unidas), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas) e da Associação Comercial e Empresarial de Juiz de Fora (ACEJF).
O encontro, realizado na sede do Escritório da Sedese em Juiz de Fora, teve como principal objetivo debater as ações de enfrentamento da tragédia provocada pelas fortes chuvas que atingiram a região da Zona da Mata, afetando especialmente os municípios de Ubá, Juiz de Fora, Matias Barbosa, Cataguases e também Ewbanck da Câmara, Divinésia, Silveirânia, Rodeiro, Senador Firmino, Dona Eusébia e Astolfo Dutra.
Durante a reunião, foi discutido o cenário de calamidade enfrentado por essas cidades. As piores situações estão em Ubá e Juiz de Fora. O município de Ubá, que tem um dos maiores polos moveleiros do Brasil, sofreu perdas devastadoras, com 6 mortes, 27 indústrias impactadas e mais de 90% do comércio da cidade afetado, sendo 72% com danos graves em estoques, maquinário e veículos. Juiz de Fora registrou 498 desabrigados, 8.800 desalojados e 65 mortes. A reunião foi um ponto de partida para a definição de ações coordenadas para auxiliar a população e empresas atingidas.
Ações emergenciais e políticas públicas de reconstrução
Entre as ações discutidas, estavam a realocação das famílias que perderam suas casas, a doação de “kits recomeço”, compostos por móveis e eletrodomésticos, além de cartões com os valores arrecadados pela campanha. A necessidade de uma coordenação entre as diferentes esferas de poder (municipal, estadual e federal) e instituições privadas foi destacada, com foco na criação de políticas públicas que atendam a população atingida, promovam a inclusão produtiva e estimulem o fortalecimento do comércio local.
De acordo com Igor Burkowski, assessor da Invest Minas Regional Zona da Mata, a prioridade deve ser a garantia de trabalho e emprego, assegurando que as empresas afetadas consigam manter seus postos de trabalho. Ele ressaltou a importância de ações que garantam recuperação econômica e social para os atingidos, com foco na reconstrução das áreas devastadas e no auxílio ao setor produtivo local.
A presidente da FIEMG Regional ZM, Mariângela Marcon, aproveitou a reunião para apresentar o plano de ação da FIEMG, destacando as diversas ações já realizadas pela entidade e seus sindicatos patronais, incluindo a articulação de medidas emergenciais de apoio, como a doação de colchões, leite, calçados, além do valor de R$ 1 milhão para o Servas, que utilizará o recurso na distribuição de cartões humanitários.
“A FIEMG também fez o mapeamento das empresas atingidas e se disponibilizou atuar em prol da reestruturação da indústria, para que possa retomar sua atividade, manter os empregos e produtividade, por meio da disponibilização de técnicos do SENAI para avaliação e conserto gratuito do maquinário afetado. A entidade também articulou junto aos governos estadual e federal a adoção de benefícios fiscais às empresas prejudicadas”, destacou Mariângela.
Colaboração entre poder público, setor privado e organismos internacionais
A reunião foi um importante momento de integração entre poder público, setor privado e organismos internacionais, com o intuito de transformar preocupações em ações concretas e coordenadas. A FIEMG reafirmou seu compromisso com planejamento, agilidade e humanidade nas ações de apoio aos atingidos.
Também participaram do encontro a consultora interna de Comunicação da FIEMG, Graciele Vianna, e o analista de Relações Empresariais, Gilmar Peixoto. A FIEMG continua sua atuação firme no apoio às cidades afetadas, buscando soluções concretas para a reconstrução econômica e social, com ênfase no fortalecimento das empresas, na geração de empregos e na recuperação da indústria e do comércio local.
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Graciele Vianna
Imprensa FIEMG