
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) considera positiva, mas ainda preocupante, a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) de manter a Bandeira Tarifária Amarela no mês de junho. Embora o cenário seja menos crítico que o das bandeiras vermelhas, a cobrança adicional demonstra que o sistema elétrico brasileiro continua pressionado pela redução das chuvas e pelo avanço do período seco.
Com a manutenção da bandeira amarela, será aplicada cobrança extra de cerca de R$ 0,02 por kWh consumido, refletindo o aumento do custo de geração de energia no país.
Para o coordenador de Mercado de Energia da FIEMG, Sérgio Pataca, o cenário exige atenção nos próximos meses. “O sistema elétrico brasileiro já sente os efeitos da redução das chuvas e da piora das condições hidrológicas. A manutenção da bandeira amarela demonstra que o custo de geração aumentou e exige atenção diante da aproximação do período seco mais intenso”, afirma.
Segundo Pataca, mesmo sendo menos onerosa, a bandeira amarela funciona como um alerta para consumidores e empresas. “O país ainda possui reservatórios em condições razoáveis, mas a evolução do cenário dependerá diretamente do comportamento das chuvas e da necessidade de acionamento das termelétricas nos próximos meses”, destaca.
O especialista também chama atenção para o impacto adicional do reajuste tarifário da CEMIG em Minas Gerais. “Além da manutenção da bandeira amarela, os consumidores mineiros atendidos pela CEMIG sentirão os efeitos do reajuste tarifário médio de 6,5% aprovado para a distribuidora. Mesmo em um cenário menos severo, o aumento da tarifa continuará pressionando o orçamento das famílias e os custos das empresas”, explica.
A FIEMG acompanha o cenário com atenção e reforça a importância de medidas estruturantes que ampliem a segurança energética, reduzam a volatilidade tarifária e garantam maior previsibilidade dos custos de energia para consumidores e para o setor produtivo mineiro.
Imprensa FIEMG