A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) acompanha com atenção o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que pretende assinar decreto impondo uma nova tarifa global de 15% sobre todos os países, com base na Seção 122 da legislação norte-americana.
A sinalização ocorre após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que, na última sexta-feira, derrubou as tarifas amplas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Apesar do entendimento judicial, o presidente afirmou que as tarifas anteriores seguem “em plena força” e indicou que a nova sobretaxa pode entrar em vigor em curto prazo.
Para a indústria mineira, a imposição de uma tarifa global de 15% amplia o cenário de instabilidade e pode impactar produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, afetando planejamento, contratos e investimentos. Ao mesmo tempo, por se tratar de uma medida aplicada de forma uniforme a todos os países, preserva-se a competitividade relativa do Brasil em comparação com outros mercados fornecedores, diferentemente de momentos anteriores em que tarifas mais elevadas incidiam de maneira mais onerosa sobre o produto brasileiro.
“O setor produtivo precisa de previsibilidade. Mudanças sucessivas nas regras comerciais geram insegurança e comprometem o ambiente de negócios. Ainda assim, é importante destacar que a aplicação global da tarifa mantém condições isonômicas de concorrência, o que reduz distorções competitivas”, afirma Flávio Roscoe, presidente da FIEMG.
A entidade seguirá monitorando os desdobramentos e defendendo o diálogo entre os países como caminho para evitar a escalada de medidas que prejudiquem o comércio internacional e para assegurar condições equilibradas às empresas mineiras.