O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é referência consolidada em formação profissional e, em 2026, reforça seu papel como principal porta de entrada para o mercado de trabalho com o Programa de Aprendizagem Industrial. O SENAI-MG atinge 1,5 milhões de matrículas de educação profissional na gestão do presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe. Além disso, ao final de 2025, o SENAI-MG bateu recorde de matrículas para os Cursos Técnicos para 2026, chegando a 252.801 inscritos.
De acordo com o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, os números mostram a qualidade da formação e evidenciam que o SENAI-MG prepara profissionais alinhados às necessidades produtivas e às transformações tecnológicas da indústria.
“Trabalhamos fortemente para melhorar a experiência dos alunos no SENAI-MG, não somente no que diz respeito à infraestrutura, mas também investindo na qualificação e treinamento dos profissionais para garantir a melhor qualidade no ensino. O parque tecnológico está em constante revitalização, com foco em inovação, qualificação e aperfeiçoamento profissional para atender diretamente às necessidades da indústria”, ressalta Roscoe.
Segundo Christiano Leal, diretor regional SENAI-MG e superintendente do SESI, o investimento em educação básica e profissional foi bem relevante nos últimos anos. “Foi o maior ciclo de investimentos da história do sistema”, salienta.
Willer Geraldo Alves realizou cursos do SENAI e hoje é um empreendedor. “Minha história com o SENAI começou em 1999, quando eu tinha 16 anos, com o curso de Elétrica, que tem duração de um ano e meio, para Jovem Aprendiz. Eu queria aprender a montar padrão elétrico. Era um mundo desconhecido para mim. Fui da segunda turma de Patos de Minas. Os ensinamentos foram muito valiosos, pois aprendi sobre disciplina, valores, questões de comportamento profissional e relacionamento, além do conhecimento técnico”, conta Willer.
O empreendedor conta ainda que o SENAI o resgatou de um meio vulnerável, apresentando um novo ambiente, a partir da oportunidade de treinamento e acolhida. “Posteriormente, fiz a qualificação profissional, o curso técnico em eletrônica e até mesmo de manutenção de máquina de costura. Fiz ainda mais seis cursos no SENAI ao longo dos anos. A partir dos conhecimentos obtidos no SENAI, tive a possibilidade de ingressar no ambiente industrial, atuando em várias indústrias: a última foi a Cemil, onde atuei por 18 anos, assumi o cargo de coordenador do time de automação, tendo desenvolvido trabalhos de eficiência energética. Hoje, sou sócio-proprietário da Eficientiza, sendo que o meu sócio também foi aluno do SENAI”, complementa.
A Eficientiza foi fundada em 2019 e oferece serviços na área de engenharia, com projetos elétricos, de consultoria e sistemas de automação, além da parte de loteamento e verificação urbana.
Procura por formação técnica e a demanda na indústria
A procura crescente por formação técnica tem acompanhado a demanda da indústria por profissionais qualificados. A pesquisa de Acompanhamento de Egressos 2023-2025 aponta que 87,6% dos ex-estudantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Minas Gerais conseguem entrar no mercado de trabalho e têm renda média maior que os demais profissionais na mesma ocupação. Em Minas Gerais, o incremento da renda dos egressos chega a 94,5%.
Outro dado destaque para Minas são os 79,6% de ocupação de egressos no mercado de trabalho, sendo 86,1% dos técnicos e 78,8% dos estudantes que fizeram a qualificação. A pesquisa de acompanhamento 2023-2025 mostra ainda que, em Minas Gerais, 60,3% dos egressos continuam estudando, mesmo depois de ocuparem suas vagas no mercado de trabalho.
Em Minas, 31,7% dos egressos do SENAI estão trabalhando ocupados na área de formação. A pesquisa de acompanhamento 2023-2025 mostra ainda que, em terras mineiras, 46,8% da ocupação de egressos é na indústria e 60% estão ocupados no mercado formal de trabalho.
Marina Rigueira
Imprensa FIEMG