A FIEMG participou, em 22 de junho, em Brasília, do evento “A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, conduzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A presidente da FIEMG Regional Zona da Mata e do Sindivest JF-GV, Mariângela Marcon, esteve presente no encontro, que reuniu lideranças empresariais e representantes do setor produtivo para discutir propostas estratégicas voltadas ao fortalecimento da indústria brasileira.
A programação abordou temas considerados prioritários para a competitividade do país, como infraestrutura, logística, inovação, energia, sustentabilidade, segurança jurídica, sistema tributário, ambiente regulatório, produtividade e redução do Custo Brasil. As propostas integram uma visão de longo prazo para ampliar investimentos, modernizar cadeias produtivas e criar condições mais favoráveis ao desenvolvimento econômico.
Durante o encontro, a CNI apresentou a três pré-candidatos ao Palácio do Planalto o documento “Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos presidenciáveis”, que reúne propostas prioritárias da indústria para os próximos anos. O material contempla recomendações em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional e inclui 12 prioridades voltadas à modernização do transporte de cargas, com foco na redução dos custos logísticos, no aperfeiçoamento do planejamento de transportes e na ampliação da segurança jurídica.
Entre os pontos centrais trabalhados está a necessidade de colocar a indústria no centro da estratégia de crescimento do Brasil. A pauta apresentada pela CNI reforça a importância de medidas voltadas ao equilíbrio macroeconômico, ao desenvolvimento produtivo e à melhoria do ambiente de negócios, com foco na geração de empregos de maior qualidade, aumento da renda e fortalecimento da competitividade nacional.
No campo da infraestrutura, a indústria defende a diversificação da matriz de transporte de cargas, com maior participação de ferrovias, hidrovias e cabotagem. A proposta busca reduzir a dependência de longos deslocamentos rodoviários, diminuir custos logísticos, ampliar a eficiência das cadeias produtivas, reduzir acidentes e contribuir para operações mais sustentáveis.
Também estão entre os pontos discutidos o fortalecimento do planejamento integrado de transportes, a continuidade de projetos estruturantes, o avanço de concessões, a destinação adequada de trechos ferroviários ociosos, a ampliação da capacidade portuária, a redução de entraves burocráticos no transporte aquaviário e o enfrentamento de obras paralisadas.
A segurança jurídica e a previsibilidade regulatória também aparecem como condições essenciais para atrair investimentos de longo prazo. Para a indústria, regras claras e estabilidade institucional são fundamentais para destravar projetos, ampliar a eficiência logística e reduzir gargalos que impactam diretamente os custos de produção.
Para Mariângela Marcon, acompanhar um debate dessa relevância representa uma oportunidade de contribuir para a construção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da indústria e de trazer para Minas Gerais discussões estratégicas que impactam diretamente o ambiente de negócios. “Esta iniciativa é extremamente importante porque nos permite entender as propostas que podem influenciar o futuro da indústria brasileira. É um espaço de diálogo qualificado, onde temos a oportunidade de defender pautas essenciais para o setor produtivo e reforçar a importância de políticas que estimulem a competitividade, a inovação e o desenvolvimento sustentável”, destacou.
A FIEMG acompanhou os debates por meio de representantes empresariais, institucionais e técnicos, contribuindo para uma agenda alinhada aos desafios da indústria mineira e brasileira. A participação da Federação reforça a presença de Minas Gerais nas discussões nacionais sobre competitividade, infraestrutura, inovação e desenvolvimento industrial.
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Graciele Vianna
Imprensa FIEMG

