A atividade industrial de Minas Gerais voltou a recuar em junho, após registrar expansão no mês anterior. O índice de evolução da produção caiu de 50,6 para 47,1 pontos. Resultados abaixo de 50 pontos indicam redução da atividade em relação ao mês anterior. O emprego industrial também apresentou retração, com indicador de 47,8 pontos.
Segundo a Sondagem Industrial da FIEMG, as empresas continuaram operando com utilização da capacidade produtiva abaixo do padrão habitual. Os estoques de produtos finais cresceram após quatro meses consecutivos de queda, mas permaneceram inferiores ao nível planejado pelos empresários.

No segundo trimestre, a demanda interna insuficiente foi apontada como o principal problema da indústria mineira, citada por 32,3% dos entrevistados. Em seguida aparecem a elevada carga tributária, com 30,8%, e a falta ou o alto custo de trabalhadores qualificados, com 30%.
Apesar do cenário, as expectativas para os próximos seis meses permanecem positivas para a demanda e a compra de matérias-primas. A intenção de investimento, porém, recuou para 54,7 pontos, o menor resultado para um mês de julho em seis anos, indicando perda de confiança diante das condições financeiras restritivas e das incertezas econômicas.
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Denise Lucas
Imprensa FIEMG