A pesquisa de Acompanhamento de Egressos 2023-2025 aponta que 87,6% dos ex-estudantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Minas Gerais conseguem entrar no mercado de trabalho e têm renda média maior que os demais profissionais na mesma ocupação. Em Minas Gerais, o incremento da renda dos egressos chega a 94,5%.
O resultado do estado é tão positivo como o do Brasil, em que 86,7% dos ex-estudantes do SENAI também garantem sua vaga profissional. O levantamento do SENAI Nacional ouviu 213,2 mil egressos.
Outro dado destaque para Minas são os 79,6% de ocupação de egressos no mercado de trabalho, sendo 86,1% dos técnicos e 78,8% dos estudantes que fizeram apenas a qualificação. A pesquisa de acompanhamento 2023-2025 mostra ainda que, em Minas Gerais, que 60,3% dos egressos continuam estudando, mesmo depois de ocuparem suas vagas no mercado de trabalho.
De acordo com Ricardo Aloysio, gerente de educação e tecnologia industrial do SENAI-MG, os dados da pesquisa da reforçam com evidências concretas, o impacto estruturante da educação profissional para o desenvolvimento industrial de Minas Gerais. “Os números mostram mais do eles indicam: qualidade da formação e evidencia que o SENAI-MG prepara profissionais alinhados às necessidades produtivas e às transformações tecnológicas da indústria. Outro aspecto relevante é que os egressos continuam estudando. Isso revela uma cultura de aprendizado contínuo, essencial para a competitividade industrial em um cenário de rápidas mudanças tecnológicas”, ressalta Ricardo.
Em Minas, 31,7% dos egressos do SENAI estão trabalhando ocupados na área de formação. A pesquisa de acompanhamento 2023-2025 mostra ainda que, em terras mineiras, 46,8% da ocupação de egressos é na indústria e 60% estão ocupados no mercado formal de trabalho.
Taxa de empregabilidade no Brasil
Segundo a pesquisa nacional, os setores com maior taxa de empregabilidade dos concluintes do SENAI em todo o Brasil são:
- Refrigeração e Climatização (95,9%), que emprega instaladores de sistemas de ar-condicionado e trabalhadores para manutenção e reparação de sistemas de refrigeração e climatização;
- Automotiva (94,4%), responsável pela demanda de profissionais que trabalham no desenvolvimento e produção de veículos automotores;
- Metalmecânica (90,2%), que busca profissionais que atuam no desenvolvimento de projetos, manufatura e manutenção industrial; trabalhadores de soldagem e caldeiraria, planejamento da produção;
- Energia (90%), onde trabalham operadores de instalações de distribuição de energia elétrica;
- Eletroeletrônica (89,4%), que integra a produção de equipamentos elétricos, eletrônicos e de automação.
Metodologia da pesquisa
A Pesquisa de Acompanhamento de Egressos do SENAI é uma ferramenta estratégica que monitora a trajetória educacional e profissional dos alunos após a conclusão dos cursos. Por meio de três etapas — concluintes, egressos e avaliação das empresas —, o programa avalia o impacto da formação oferecida, investigando a inserção no mercado de trabalho, a evolução profissional e o alinhamento das competências adquiridas com as demandas do setor produtivo.
Na primeira etapa, os alunos são consultados ao final do curso, por meio de questionários automatizados que coletam dados sobre satisfação e situação de emprego. Seis meses depois, a segunda fase analisa a evolução profissional dos egressos, incluindo índices de empregabilidade e impacto na qualidade de vida. Na etapa final, gestores das empresas contratantes avaliam o desempenho dos profissionais formados, indicando o grau de alinhamento das competências desenvolvidas pelo SENAI às exigências do mercado.
Sobre o SENAI
Referência nacional em educação profissional e inovação tecnológica, o SENAI já qualificou mais de 95 milhões de trabalhadores desde a fundação, em 1942. Presente em todos os estados brasileiros, a instituição oferece cursos técnicos, de aprendizagem, graduação, pós-graduação e soluções em tecnologia para a indústria. Com mais de 3,2 milhões de matrículas anuais e uma rede de 1.024 unidades escolares, o SENAI consolida-se como um dos principais pilares do desenvolvimento industrial e da capacitação profissional no Brasil.
Marina Rigueira
Imprensa FIEMG