Assuntos estratégicos foram debatidos durante reunião da Câmara da Indústria Automotiva e Mobilidade da FIEMG nesta terça-feira (24/2). O encontro, realizado no formato remoto, teve a condução do presidente do colegiado, Marcio Lima Leite.
Leite deu início à reunião apresentando alguns dados do segmento apurados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Os carros eletrificados corresponderam a 16,8% dos emplacamentos realizados no país, em janeiro deste ano, sendo que 35% foram produzidos no Brasil.
Outro dado que chama a atenção é sobre o programa Carro Sustentável, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Desde o início do programa, foram comercializadas 282 mil unidades, o que representa um aumento de 22,8% na comparação com o período antes do lançamento do projeto (julho de 2024 a janeiro de 2025).
O Carro Sustentável zera a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos compactos com alta eficiência energética-ambiental produzidos no país. Em relação ao mercado de trabalho, a indústria automotiva empregava cerca de 110 mil pessoas em janeiros deste ano.
Balanço e perspectivas
Mara Leão Paulino, secretária executiva da Câmara da Indústria Automotiva e Mobilidade, apresentou um balanço das atividades desenvolvidas pelo colegiado em 2025 e ações previstas para este ano.
No ano passado, conforme Mara â câmara atuou em defesa do mercado automotivo nacional junto ao governo federa e entidades do setor, apresentou um posicionamento estratégico frente ao avanço das indústrias internacionais, trabalhou diante da instabilidade no fornecimento de semicondutores, além de ações voltadas à manutenção da produção, dos empregos e da competitividade do segmento.
Criação de grupo de trabalho para estruturar iniciativas de qualificação profissional, ampliação da representatividade da câmara e fortalecimento de parcerias são algumas inciativas previstas para este ano.
Mercado internacional e reforma tributária
Marcio Gabriel, diretor de comércio exterior da Stellantis, falou sobre o cenário automotivo sul-americano que, segundo ele, passa por dois movimentos simultâneos: o regime brasileiro de cotas para importação de veículos desmontados e o novo acordo comercial firmado entre Estados Unidos e Argentina.
Entre outros pontos, o tratado estabelece a entrada de até 10 mil veículos norte-americanos por ano sem a tarifa extrazona de 35%, além da aceitação automática das normas técnicas norte-americanas.
Plínio Barreto, consultor tributário e societário sênior da Stellantis, falou sobre reforma tributária, com destaque para o imposto seletivo, que ainda precisa de regulamentação para entrar em vigor, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) – federal – e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) – estadual e municipal. Segundo ele, ambos os tributos podem impactar o setor automovito.
Imprensa FIEMG