O Conselho de Infraestrutura da FIEMG (Coinfra) se reuniu nesta segunda-feira (19/5), na sede da FIEMG, em Belo Horizonte, para discutir projetos, investimentos e oportunidades para o setor de infraestrutura em Minas Gerais. O encontro reuniu representantes do governo estadual, agências reguladoras e concessionárias responsáveis por projetos rodoviários, ferroviários e aeroportuários no estado.
Na abertura, o presidente do Coinfra, Emir Cadar, destacou a importância do colegiado como espaço estratégico de networking e integração entre empresas e investidores. Ele também fez um balanço de sua atuação à frente da FIEMG, ressaltando a realização do 1º Fórum Ferroviário e do evento promovido em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “As concessionárias vieram com um apetite muito grande para conversar e gerar conexões”, afirmou. Segundo Cadar, o encontro realizado no início de maio reuniu cerca de 500 participantes na FIEMG e contou com a presença do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. O evento teve mesas técnicas e rodadas de negócios que permitiram a aproximadamente 150 empresas apresentarem projetos e estabelecerem conexões estratégicas.
Representando o Governo de Minas Gerais, a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa, destacou o Coinfra como uma das principais instâncias de debate sobre infraestrutura e desenvolvimento no estado. Segundo ela, o governo tem intensificado agendas regionais e ações estratégicas voltadas para investimentos em energia, logística e infraestrutura. “Minas Gerais não consegue pensar desenvolvimento sem investimentos estruturantes”, afirmou. A secretária citou o maior ciclo de investimentos da história da Cemig, com previsão de R$ 59 bilhões até 2028 e ampliação recorde de subestações no estado.
Durante o encontro, o diretor-geral da Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig), Breno Longobucco, apresentou o plano estratégico, os projetos e as oportunidades da agência. Vinculada à Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, a Artemig atua na regulação e fiscalização de concessões, permissões e autorizações de serviços públicos delegados à iniciativa privada. Segundo Longobucco, Minas Gerais possui atualmente projetos rodoviários, ferroviários, aeroportuários, hidroviários e metroviários que somam mais de R$ 32 bilhões em investimentos previstos. Entre os contratos em andamento estão a MG-050, a BR-135, os lotes rodoviários do Triângulo Mineiro e de Varginha-Furnas, além do metrô de Belo Horizonte, do Aeroporto da Pampulha e do Aeroporto Regional da Zona da Mata.
O CEO da concessionária Rota da Liberdade S.A., Fernando Carvalho, apresentou os investimentos previstos para os trechos concedidos da empresa. O projeto contempla duplicações, terceiras faixas, acostamentos, contornos viários e melhorias em pontes e viadutos. Entre as principais intervenções previstas estão 78,7 quilômetros de duplicações, 65,4 quilômetros de acostamentos e 40,6 quilômetros de terceiras faixas. O trecho concedido possui extensão total de 190,1 quilômetros, atende 11 municípios e terá contrato de 30 anos, com previsão de R$ 5 bilhões em investimentos e geração estimada de 52 mil empregos diretos e indiretos. “O projeto tem foco em segurança viária, ampliação da capacidade das rodovias e melhoria do atendimento aos usuários”, afirmou Carvalho.
Já Amanda Marçal, diretora da Ecovias, apresentou os projetos Ecovias Norte Minas e Ecovias das Gerais. Segundo ela, a estratégia do grupo busca fortalecer a infraestrutura logística no estado por meio de investimentos em segurança viária, sustentabilidade e inovação tecnológica. A Ecovias Norte Minas prevê oito anos de transformação em um trecho de 377,9 quilômetros, abrangendo 12 cidades, com seis praças de pedágio e cinco bases de atendimento ao usuário. Entre as principais obras previstas estão os contornos de Cordisburgo e Montes Claros, melhorias nos perímetros urbanos de Bocaiuva e São José da Lagoa, em Curvelo, além da duplicação de 136 quilômetros de rodovias e implantação de 110 quilômetros de faixas adicionais. Segundo Amanda Marçal, os projetos devem ampliar a mobilidade, melhorar a segurança nas estradas e contribuir para o desenvolvimento econômico das regiões atendidas.
Confira as fotos da reunião do Conselho de Infraestrutura no Flickr do Sistema FIEMG.
Denise Lucas
Imprensa FIEMG