Celebrado em 8 de julho, o Dia do Panificador destaca a relevância de um setor presente diariamente na mesa dos brasileiros e essencial para a economia mineira. A data também chama atenção para um dos principais desafios da atividade: a formação, contratação e retenção de profissionais qualificados.
De acordo com a Amipão – Sindicato e Associação da Panificação e Confeitaria de Minas Gerais, a escassez de mão de obra tem impactado a rotina de padarias, confeitarias e indústrias do segmento. O desafio é percebido tanto na produção quanto no atendimento, áreas essenciais para o funcionamento das empresas.
Segundo o presidente da Amipão, Vinicius Dantas, a dificuldade é mais acentuada nas funções ligadas ao atendimento ao público, mas também afeta a contratação de profissionais qualificados para a produção. “O setor de panificação tem enfrentado um momento bastante desafiador na contratação, principalmente na área de atendimento. Na produção, os salários costumam ser um pouco maiores e os profissionais, em geral, são mais experientes. Ainda assim, há dificuldade para encontrar mão de obra qualificada”, afirmou Dantas.
Outro desafio apontado pelo setor é a baixa produtividade por empregado. Por ter forte presença de processos artesanais, a panificação depende diretamente da formação e da permanência de profissionais preparados para garantir a operação e sustentar o crescimento das empresas. “A panificação é um setor extremamente artesanal. A cada R$12 mil em vendas por mês, é gerado um novo posto de trabalho. Isso mostra a importância do segmento para a geração de empregos, mas também evidencia a dificuldade das empresas quando perdem um funcionário ou precisam ampliar a equipe”, explicou Dantas.
Entre as funções mais demandadas atualmente estão padeiros e atendentes. Para enfrentar esse cenário, o setor tem buscado ampliar parcerias com instituições de ensino e fornecedores, aproximando a formação profissional das necessidades reais das empresas.
Uma das iniciativas recentes é o projeto De Grão em Pão, desenvolvido com apoio da Bunge e em parceria com o SENAI. A ação contribui para a qualificação de profissionais e para a inserção de trabalhadores no mercado. “As habilidades mais procuradas hoje estão ligadas ao padeiro e ao atendimento. Temos buscado iniciativas para formar pessoas e aproximá-las do setor. Os próprios parceiros têm nos ajudado nessa demanda, inclusive grandes empresas e multinacionais, que têm apoiado ações de qualificação. Ainda precisamos ampliar o envolvimento dos panificadores, mas esse movimento é um passo muito importante”, ressaltou Dantas.
Para ajudar a suprir essa demanda, o SENAI Lagoinha oferece cursos de Aprendizagem Industrial e Qualificação Profissional em Panificação e Confeitaria, além dos cursos técnicos em Alimentos e Agroindústria. As formações capacitam os alunos para atuar em diversas etapas da cadeia produtiva, desde a produção até a gestão de processos.
Para o gerente do SENAI Lagoinha, Ricardo Alexandre Pereira, o trabalho desenvolvido pela unidade contribui para atender às demandas de um setor estratégico para a economia, a geração de empregos e o desenvolvimento da indústria de alimentos. “O SENAI Lagoinha tem um papel importante na formação de profissionais para o setor de alimentos, com diversos cursos. São formações que preparam os alunos para atuar desde a produção até a organização de processos, sempre com foco na prática, na inovação e nas demandas reais da indústria e do mercado artesanal”, destacou Pereira.
No Dia do Panificador, a homenagem aos profissionais do setor também reforça a necessidade de investir em capacitação e criar caminhos para que mais pessoas ingressem e permaneçam em uma atividade essencial para a economia mineira e para a mesa dos brasileiros.
Fernanda Borges
Imprensa FIEMG