A transição para uma economia de baixo carbono esteve no centro das discussões do painel “Futuro do Carbono: Desafios e Oportunidades para a Indústria”, realizado no segundo dia do Imersão Indústria, promovido pelo Sistema FIEMG nos dias 23 e 24 de abril, no BH Shopping, em Belo Horizonte. O encontro reuniu representantes do setor público, indústria e especialistas em sustentabilidade para discutir caminhos estratégicos para acelerar a descarbonização em Minas Gerais.
Participaram do debate Mila Batista da Costa, secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Danny Marchesi, gerente-geral de Sustentabilidade da VLI Logística, e Marina Soier, gerente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Aperam BioEnergia. A mediação foi conduzida pela coordenadora de Sustentabilidade do Instituto Euvaldo Lodi (IEL Minas), Kamila Vilela.
Integração entre inovação, logística e políticas públicas
Durante a abertura do debate, Kamila Vilela ressaltou que a agenda da descarbonização está diretamente relacionada à competitividade da indústria brasileira. Segundo ela, o processo exige integração entre diferentes setores e políticas públicas. “Quando falamos em reduzir o ‘Custo Brasil’, estamos falando também de eficiência, inovação e segurança jurídica. A descarbonização da nossa matriz produtiva é, talvez, o maior desafio e a maior oportunidade dessa década. Em Minas Gerais, temos a clareza de que essa transição não se faz isoladamente”.
Entre os principais temas abordados estiveram o papel das políticas públicas no incentivo à agenda climática, o avanço de tecnologias voltadas à neutralidade de carbono na indústria de base, a logística como agente integrador e a importância da conexão entre empresas, governo, universidades e centros de pesquisa.
Ao responder sobre os desafios da jornada rumo ao Net Zero, Mila Batista afirmou que o governo de Minas tem atuado para criar um ambiente favorável à transição energética, com foco em previsibilidade regulatória, redução de custos e incentivo à inovação. “Temos trabalhado para garantir previsibilidade regulatória e viabilidade tecnológica, além de apoiar iniciativas por meio de linhas de financiamento, como as disponibilizadas pelo BDMG”, afirmou.
Danny Marchesi destacou os desafios tecnológicos envolvidos no processo de descarbonização e ressaltou o potencial do estado como referência no desenvolvimento de soluções sustentáveis. “As empresas já realizam projetos importantes para essa transição, mas ainda não é suficiente. Precisamos de novas tecnologias e essa é uma grande janela de oportunidades. Minas Gerais tem um papel fundamental nesse cenário e acredito que muitas dessas soluções sairão do estado mineiro”, pontuou.
“Precisamos fortalecer as parcerias para implementar novos projetos e utilizar as tecnologias que já existem no mercado de forma consciente e estratégica”, disse Marina Soier, ao se referir À importância da atuação conjunta entre setor produtivo, poder público e organizações para acelerar a implementação de projetos sustentáveis.
O encerramento do painel foi marcado pelo lançamento oficial da Aliança pelas Mudanças Climáticas, consolidando o compromisso das instituições envolvidas com a construção de uma economia verde, inovadora e competitiva para Minas Gerais.
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Imprensa FIEMG