A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) vai realizar nos dias 23 e 24 de abril, a 8ª edição do Imersão Indústria, principal evento do setor produtivo de Minas Gerais. Neste ano, o evento tem como tema central a campanha “Custo Brasil. Quando a Indústria trava, o Brasil trava”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A campanha mostra como os vilões desse impacto financeiro atuam para encarecer tudo, travar a competitividade industrial e frear o desenvolvimento econômico e sustentável do país.
“Reduzir o Custo Brasil é essencial para que a indústria brasileira possa competir em igualdade de condições no cenário global. O debate sobre o Custo Brasil precisa envolver toda a sociedade, porque ele impacta diretamente a produtividade, os investimentos e a geração de empregos. A Imersão Indústria é uma oportunidade importante para reunir lideranças empresariais e especialistas em torno de uma agenda que busca tornar o Brasil mais competitivo e eficiente”, ressalta o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe.
Anualmente, o Custo Brasil gera um desperdício de R$1,7 trilhão ao país, que representa 20% do PIB. O valor é a soma anual dos prejuízos invisíveis que encarecem a economia com burocracia, altos impostos, energia e combustíveis caros, infraestrutura, insegurança jurídica e custo da mão de obra. O termo descreve o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, econômicas e de infraestrutura que encarecem e dificultam a produção, os negócios e a competitividade no país, tanto para o mercado interno quanto para o internacional.
A campanha é representada por sete personagens: o “Jurássio”, que simboliza a alta taxa de juros; a “Infradonha”, que se refere ao custo das obras paradas e as consequências da ausência de ampliação e diversificação da matriz logística; o “Burocratus”, que é a morosidade da burocracia; o “Custo Circuito”, que representa o valor da energia para consumidores e empresas; o “Tributácio”, que reúne todos os tributos pagos; o “Baiacusto”, que representa todos os monstros em um, representando as perdas do Custo Brasil e, o “Polarizatus”, que é a polarização e transforma qualquer conversa técnica em disputa ideológica.
Ineficiência em números
A campanha indica que, atualmente, o Brasil pode reduzir em R$530 bilhões o impacto negativo causado pelo Custo Brasil. Com menos burocracia e mais eficiência, é possível gerar ganhos tangíveis em serviços que garantam mais qualidade de vida para a população e competitividade para as empresas.
Dados levantados pelo Observatório do Custo Brasil mostram que foi de R$21 bi o ônus financeiro para a indústria, em 2023, em função do preço elevado do gás natural. Esse valor é a diferença entre o valor pago e o que seria um custo mais competitivo.
Ainda segundo o Observatório, mais de R$284 bi é o custo resultante da ineficiência e da insuficiência da infraestrutura em telecomunicações, transportes, energia e mobilidade urbana. São custos excessivos que deixam tudo mais caro. E 102% a mais é a diferença de valor pago por famílias e comerciantes por energia elétrica, mais que o dobro do valor no mercado livre de energia.
Futuro da indústria
O objetivo do evento é fomentar o debate sobre temas essenciais para o futuro da indústria, como energia, meio ambiente, inovação, tecnologia, capital humano e relações do trabalho, além de proporcionar aos participantes oportunidades de networking, troca de experiências e geração de novos negócios e parcerias.
Além das palestras e painéis, o evento também contará com espaços de experimentação de marcas, nos quais o público poderá interagir com soluções e tecnologias voltadas ao setor produtivo. A programação inclui ainda ambientes de coworking e colaboração, que incentivam a troca de ideias e o fortalecimento de conexões entre empresas e profissionais.O evento será no BH Shopping, em Belo Horizonte. Os ingressos, incluindo o passaporte com desconto para os dois dias de programação, já estão disponíveis para compra neste link. O Imersão Indústria é uma realização da FIEMG em parceria com o SESI, SENAI e IEL.
Mais informações no site.
Marina Rigueira
IMPRENSA Fiemg