O Conselho da Micro e Pequena Indústria da FIEMG realizou, nesta quinta-feira (18/6), na sede da Federação, em Belo Horizonte, reunião para discutir temas estratégicos para a gestão e a competitividade das micro e pequenas indústrias mineiras. O encontro foi presidido pelo presidente do colegiado, Alexandre Mol.
Na pauta técnica, Ângelo Fuchs, do departamento de Fomento da Área de Relacionamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentou mecanismos de crédito, alternativas de financiamento e aspectos relacionados à renegociação de operações ofertados pela instituição. Entre os pontos abordados o modelo indireto de captação, realizado por meio da intermediação de bancos parceiros, e opções voltadas ao financiamento de máquinas, equipamentos, materiais industrializados, capital de giro e garantias.
O processo de compras da FIEMG também foi tema do encontro. Quem falou acerca do tema foi Marco Túlio Manzi, analista de metodologia de Suprimentos da Federação, que abordou fluxos, critérios e procedimentos relacionados à área, com foco na organização e no funcionamento das compras institucionais.
A reunião contou ainda com a participação das economistas Juliana Gagliardi e Cibele Santiago, da Gerência de Economia e Finanças Empresariais da FIEMG. Elas apresentaram uma análise do Boletim Econômico com destaque para as micro e pequenas indústrias, além do estudo sobre demissões voluntárias em Minas Gerais.
De acordo com o boletim, Minas Gerais conta com 77,9 mil micro e pequenas indústrias, que representam 97,7% do total de empresas industriais do estado. Juntas, elas empregam diretamente 614,9 mil trabalhadores e respondem por 44,8% dos vínculos formais da indústria mineira.
No primeiro trimestre de 2026, foram abertas 1.646 micro e pequenas indústrias em Minas Gerais, enquanto 2.513 encerraram suas atividades, resultando em saldo negativo de 867 empresas. Apesar da retração no número de estabelecimentos, o segmento registrou saldo positivo de 2.439 postos de trabalho no período, impulsionado especialmente pelas pequenas indústrias e pela indústria de transformação.
Já o estudo sobre demissões voluntárias mostrou que Minas Gerais registrou 952,9 mil pedidos de demissão em 2025, o maior nível da série histórica do Novo Caged, iniciada em 2020. As saídas a pedido representaram 35% do total de desligamentos formais no estado, em um contexto de mercado de trabalho aquecido e maior mobilidade ocupacional.
O encontro reforçou o papel do Conselho como espaço de diálogo, atualização técnica e acompanhamento de temas econômicos, financeiros e institucionais de interesse das micro e pequenas indústrias, contribuindo para apoiar a tomada de decisão dos empresários do setor.

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Imprensa FIEMG