O Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) promoveu, nesta sexta-feira, mais uma reunião estratégica para discutir o panorama do setor de concessões rodoviárias no Brasil e em Minas Gerais. O encontro contou com a presença do presidente do Conselho, Emir Cadar Filho, além dos convidados Guilherme Theo Sampaio, diretor-geral da ANTT, e Marco Aurélio Barcelos, presidente da ABCR.
A reunião destacou a evolução do modelo de concessões rodoviárias, os desafios históricos enfrentados pelo estado e os avanços recentes que vêm reposicionando Minas Gerais como protagonista no cenário nacional de infraestrutura.
Novo ciclo de concessões e investimentos
Durante sua apresentação, Guilherme Theo Sampaio, diretor-geral da ANTT, ressaltou a transformação do setor nos últimos anos. Segundo ele, em apenas três anos e três meses, foram realizados 21 leilões de concessões rodoviárias no país, sendo oito deles em Minas Gerais.
O diretor-geral da ANTT destacou que o estado já conta com 11 concessões rodoviárias, somando cerca de 3.500 quilômetros, além de um volume expressivo de investimentos. Os contratos em vigor ultrapassam R$ 58 bilhões e têm potencial para gerar aproximadamente 1 milhão de empregos, entre diretos e indiretos.
Entre os projetos de destaque, foram mencionadas a concessão da BR-381 — considerada um marco após diversas tentativas anteriores — e a “Rota das Gerais”, que amplia a conectividade no Norte do estado e integra importantes corredores logísticos.
Mudança de modelo e mais segurança jurídica
Outro ponto central do debate foi a mudança no modelo de concessões, que passou a priorizar investimentos e qualidade dos serviços, em vez de apenas tarifas mais baixas. A nova estrutura também trouxe maior segurança jurídica, com contratos mais equilibrados e uma matriz de risco compartilhada entre poder público e concessionárias.
De acordo com Sampaio, essa evolução permitiu atrair novos investidores, inclusive internacionais, ampliando a competitividade nos leilões e garantindo maior eficiência na execução dos projetos.
Além disso, o modelo atual incorpora tecnologias como pedágio eletrônico (free flow), conectividade nas rodovias e sistemas inteligentes de operação, com foco na experiência do usuário e na redução de acidentes.
Impactos econômicos e logísticos
O presidente da ABCR, Marco Aurélio Barcelos, reforçou o papel estratégico da infraestrutura rodoviária para o desenvolvimento econômico. Segundo ele, os investimentos previstos para Minas Gerais podem chegar a cerca de R$ 180 bilhões ao longo dos próximos anos, com forte impacto na geração de empregos, na redução de custos logísticos e no fortalecimento da cadeia produtiva.
Barcelos também destacou o protagonismo de lideranças mineiras em posições estratégicas no setor, contribuindo para a articulação de projetos e para a atração de investimentos.
Visão de futuro para Minas Gerais
Na abertura do encontro, Emir Cadar Filho enfatizou a importância da atuação do Conselho de Infraestrutura como espaço de articulação e geração de soluções para o desenvolvimento do estado. Ele destacou que os avanços recentes refletem uma mudança de visão na condução das concessões, com foco em resultados concretos e crescimento sustentável.
Segundo ele, a expectativa é que Minas Gerais viva um novo ciclo de desenvolvimento, impulsionado por investimentos estruturantes em rodovias e ferrovias, consolidando-se como um dos principais polos logísticos do país.
A FIEMG, que representa grande parte do setor produtivo mineiro, reafirma seu apoio às iniciativas que promovem a melhoria da infraestrutura e fortalecem a competitividade da indústria, contribuindo para o crescimento econômico e social do estado.
Marina Rigueira
Imprensa FIEMG