O Conselho de Política Econômica da FIEMG realizou, nesta quinta-feira (26), uma reunião para discutir o cenário econômico nacional e internacional e os desafios para a indústria em 2026. O encontro reuniu especialistas e representantes do setor produtivo para analisar tendências da economia, da política e possíveis impactos sobre a atividade industrial.
Na abertura do encontro, o presidente do Conselho, Rogério Mascarenhas, destacou o desempenho do grupo nos últimos anos e ressaltou a importância das discussões para apoiar o desenvolvimento econômico do estado. “A economia está bastante conturbada e este é um ano cheio de desafios. Estamos aqui para dar nossa contribuição e impulsionar Minas Gerais economicamente”, afirmou Mascarenhas.
Durante a reunião, o economista Fernando Sampaio, da LCA Consultores, apresentou uma análise do cenário global e destacou que fatores como tensões geopolíticas e oscilações no preço da energia podem impactar a economia mundial. “A atividade econômica nos Estados Unidos segue bem, mas choques no preço do petróleo podem dificultar a queda da inflação e influenciar as decisões de política monetária”, destacou Sampaio.
O gerente de Economia da FIEMG, João Gabriel Pio, destacou a importância de acompanhar o comportamento da inflação e as decisões dos bancos centrais ao redor do mundo. “Os bancos centrais devem ter uma resposta mais firme diante de qualquer percepção de inflação, o que pode influenciar o ritmo da atividade econômica”, afirmou Pio.
Segundo ele, embora ainda existam riscos associados ao preço do petróleo, a dependência global desse recurso tem diminuído ao longo dos anos, impulsionada por avanços tecnológicos e pela transição energética.
O encontro também contou com a participação do cientista político Cristiano Noronha, da Arko Advice, que apresentou uma análise sobre o cenário eleitoral brasileiro. Segundo ele, a disputa de 2026 tende a permanecer marcada pela polarização política. “Grande parte do eleitorado já tem posição definida, o que reduz o espaço para uma terceira via e indica uma eleição bastante polarizada”, ressaltou Noronha.
Durante o debate, também foram discutidos possíveis impactos do aumento do preço do petróleo sobre cadeias produtivas, como a indústria de plásticos e fertilizantes, além de reflexos sobre custos e inflação. O Conselho destacou a importância de acompanhar esses movimentos e produzir análises que apoiem empresários e lideranças industriais na tomada de decisões.
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Imprensa FIEMG