Empresários, empreendedores, especialistas e profissionais discutiram, nesta quinta-feira (26), em Belo Horizonte, desafios e oportunidades para o ecossistema de inovação no setor industrial. O debate fez parte da programação da Jornada Nacional da Inovação – Caravana Sudeste, que ocorre até esta sexta-feira, na capital. O evento percorre as cinco regiões do país com o objetivo de realizar uma escuta ativa e qualificada com que atua diretamente com o assunto.
Na abertura da jornada, o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, disse que “inovar aumenta a produtividade e os resultados da empresa, além da expectativa de vida da população. As empresas precisam ficar atentas às oportunidades”. Roscoe lembrou também que inovação não se resume apenas à adoção de novas tecnologias e “envolve a melhoria de processos, a qualificação da mão de obra, a transformação digital, a incorporação de práticas sustentáveis e a criação de novos modelos de negócio”.

Participaram também do início dos trabalhos o diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Jefferson Gomes, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae MG, Marcelo Souza e Silva, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Antônio Carlos Vilela, gerente de Inovação do Sebrae Nacional, Paulo Renato, e a coordenadora-geral de Instrumentos de Apoio à Inovação do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Mariana de Oliveira Santos.
Entraves para inovar

Entre os desafios debatidos, a falta de mão obra e dificuldades na obtenção de fomento por parte de empresários e empreendedores chamam a atenção. O Sudeste, epicentro da inovação no Brasil, é líder em pesquisa e desenvolvimento (P&D), mas enfrenta essas dificuldades, segundo Jefferson Gomes, que apresentou um panorama da região.
Empresas de Minas, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo têm como principais desafios: escassez de capital humano qualificado (29,4%), reduzir burocracia em fomento (23,8%), mitigar insegurança jurídica e instabilidade regulatória (15,2%), enfrentar concorrência global desleal (10,8%) e romper resistência cultural à inovação (20,8%).
“Temos um conjunto de instrumentos de apoio técnico e financeiro e de leis para inovação. Não perdemos em ferramentas para outros países, mas não conseguimos decolar. Nosso objetivo, com a Jornada, foi sair pelo Brasil afora para perguntar às empresas quais os desafios e a estratégia de inovação no seu negócio”, declarou.
Ao longo da tarde, painéis discutiram como empresas estão conseguindo superar desafios comuns para inovar e os obstáculos do ecossistema de fomento para alavancar a inovação na região Sudeste. Representantes da Cerâmica Brasileira, Nanum Nanotecnologia, Bagueteria Francesa, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram os participantes, apresentando cases e apontando caminhos para a melhoria do cenário no país. Nesta sexta-feira, a programação da Jornada Nacional da Inovação – Caravana Sudeste será extensa, com destaque para visitas ao ecossistema de inovação da Grande BH.
Realizada pela CNI e o Sebrae, a jornada conta com correalização das federações das indústrias dos estados, incluindo da FIEMG, e patrocínio da Finep e Embrapii. Participam dos debates empresas e instituições de apoio e fomento à inovação.
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Rafael Passos
Imprensa FIEMG
Com informações de Amanda Maia, da CNI