A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avalia que a manutenção dos juros em patamar elevado prolonga os custos para o setor produtivo, dificulta a retomada dos investimentos e compromete a competitividade da indústria brasileira. Para a entidade, a ausência de uma coordenação mais efetiva entre as políticas fiscal e monetária contribui para manter a pressão sobre a inflação e restringe as condições para a redução da taxa básica de juros. Nesta quarta-feira (4/11), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de flexibilização iniciado em março.
O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, defende o equilíbrio das contas públicas e a recuperação da credibilidade fiscal como medidas fundamentais para reverter esse cenário. “A falta de consistência na condução fiscal impõe custos elevados à economia. Com juros altos por mais tempo, o crédito fica mais caro, os investimentos são adiados e a indústria perde capacidade de crescer e competir. O país precisa de responsabilidade fiscal e de sinais claros de compromisso com o equilíbrio das contas públicas”, afirma.
Roscoe considera que “a manutenção de uma política fiscal expansionista, associada à adoção de medidas de curto prazo de caráter populista e à ampliação de estímulos ao crédito, inclusive para públicos com maior risco de inadimplência, sem uma sinalização consistente de ajuste das contas públicas, tende a sustentar artificialmente a demanda, elevar os prêmios de risco e dificultar o processo de desinflação”.
Para a FIEMG, o fortalecimento da credibilidade fiscal é essencial para criar condições de redução sustentável dos juros, estimular o investimento e recuperar o dinamismo da atividade industrial. Sem avanços nessa direção, o país corre o risco de prolongar o baixo crescimento e comprometer a competitividade da indústria e seu potencial de desenvolvimento no longo prazo.
Imprensa FIEMG