A FIEMG recebeu, no dia 3 de julho, em Belo Horizonte, o encontro “Cadeia Automotiva Mineira: Potencialidades, Desafios e Perspectivas para a Competitividade”. A agenda reuniu lideranças da indústria automotiva, sindicatos, empresas e representantes técnicos para debater os principais desafios do setor em Minas Gerais e no Brasil.
Na abertura, o presidente em exercício da FIEMG, Fábio Sacioto, destacou a importância de reunir diferentes elos da cadeia para discutir alternativas voltadas ao fortalecimento da indústria, à redução de custos e à ampliação da competitividade. “Não é só defesa de mercado e de interesse, mas também ações para reduzir os impactos que a gente tem de aumento de custos”, afirmou Sacioto.
Durante o encontro, o presidente da Câmara da Indústria Automotiva e Mobilidade da FIEMG, Márcio de Lima Leite, apresentou um panorama do setor e chamou atenção para o avanço das importações, especialmente de produtos vindos da China, e para a diferença entre o crescimento do mercado interno e a produção nacional. “Eu atribuo este como o maior desafio da indústria automobilística de todos os tempos. Provavelmente, este é o momento mais difícil da nossa indústria”, avaliou Leite.
Segundo ele, o Brasil deve continuar sendo um mercado relevante para a produção de veículos, mas o desafio está em garantir que esse crescimento se traduza em produção nacional, geração de empregos e fortalecimento da cadeia produtiva. “Não tenho a menor dúvida de que o Brasil vai continuar sendo um grande produtor de automóveis”, pontuou Leite.
Leite também defendeu a união entre os diferentes segmentos ligados ao setor automotivo para enfrentar o cenário atual. “É hora de unirmos forças: indústria do aço, montadoras, Sindipeças, trabalhadores, sindicatos e toda a cadeia automotiva”, reforçou.
A programação também contou com apresentação do economista-chefe da FIEMG, João Pio, que apresentou um estudo técnico com simulações sobre possíveis medidas de estímulo ao setor de peças e acessórios automotivos. A análise considerou cenários envolvendo tarifa adicional de importação, vinculada ao conteúdo metalúrgico incorporado na fabricação de peças e acessórios, combinada a uma estratégia de desoneração da cadeia produtiva.
De acordo com o economista, o estudo aponta que medidas estruturadas podem gerar efeitos positivos sobre produção, emprego, massa salarial, arrecadação e setores ligados direta e indiretamente à cadeia automotiva, como peças para veículos, transporte, borracha e fabricação de aço. “A política, nesse caso, combinada a uma reciclagem de desoneração na cadeia para frente, pode ser uma medida bem desenhada para fortalecer o setor”, explicou Pio.
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Imprensa FIEMG