O FIEMG Lab promoveu, em 29 de abril, mais uma edição do FIEMG Lab Expresso, reunindo especialistas, representantes da indústria e startups para discutir o tema “Indústria de Baixo Carbono: estratégias, tecnologias e impacto”. O encontro apresentou soluções e desafios para a descarbonização industrial, reforçando o papel estratégico da inovação, da pesquisa aplicada e da colaboração entre empresas, instituições e startups.
A abertura do evento contou com a participação do coordenador do Centro de Descarbonização do CIT SENAI, Luiz Claudio Costa, que abordou o papel da Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) na transição para uma economia de baixo carbono. Em sua apresentação, destacou a importância do avanço das energias renováveis e do desenvolvimento tecnológico para atender às crescentes demandas por redução de emissões, aproximando o conhecimento científico das aplicações práticas na indústria.
Desafios e soluções para setores intensivos em carbono
Na sequência, o painel “Inovação aplicada à descarbonização: desafios e aprendizados” reuniu Juliana Bedoya, gerente de Meio Ambiente da Anglo American, e Roberto Maia, diretor corporativo de Sustentabilidade da Usiminas. Os especialistas compartilharam experiências e desafios enfrentados por setores intensivos em carbono, como mineração e siderurgia.
Juliana Bedoya destacou a relevância das startups como agentes essenciais para impulsionar a inovação no setor industrial. Segundo ela, um dos principais desafios da mineração está relacionado às emissões provenientes do uso de diesel na frota, responsável por cerca de 90% das emissões diretas da operação. Entre as alternativas em estudo estão a eletrificação de equipamentos e o uso de biocombustíveis, ainda limitados por questões de custo e escala. “A inovação começa com um sonho, mas precisa se tornar viável e escalável para atender à realidade industrial”, afirmou Bedoya.
O painel também ressaltou os avanços na utilização de energia renovável, com operações já abastecidas integralmente por fontes limpas no consumo de energia elétrica, além da adoção de soluções que unem tecnologias modernas e conceitos tradicionais. Apesar disso, os participantes reforçaram que os maiores desafios permanecem nas emissões diretas, demandando soluções economicamente viáveis e sustentáveis em larga escala.

Representando o setor siderúrgico, Roberto Maia apresentou uma visão estruturada dos desafios da descarbonização na siderurgia. Segundo ele, o processo produtivo pode emitir até duas toneladas de CO₂ para cada tonelada de aço produzida, o que exige diferentes rotas tecnológicas e avanços graduais para a redução das emissões. “A Usiminas assumiu o compromisso de reduzir suas emissões em diferentes escopos até 2030, com iniciativas estruturantes como a modernização de seus reatores”, explicou Maia.
Startups e ESG em destaque
Durante o evento, as startups da comunidade do hub Bioflore, Biolevel, Recicli e Vertown apresentaram pitches voltados para soluções ESG, reforçando a importância da conexão entre inovação e sustentabilidade para o futuro da indústria.
O FIEMG Lab Expresso reafirma o papel do hub como plataforma de conexão entre indústria e inovação, promovendo debates estratégicos, networking e geração de negócios. O encontro foi encerrado com um happy hour promovido em parceria com a Cervejaria Capapreta.
Imprensa FIEMG