A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) vê com cautela a decisão, anunciada nesta sexta-feira (31/7) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de manter a bandeira tarifária amarela na conta de energia para o mês de agosto. O resultado está alinhado às expectativas de mercado e evita o acionamento imediato patamar vermelho
A FIEMG entende que a manutenção da bandeira amarela foi viabilizada, em grande medida, pelo volume de chuvas registrado na Região Sul, nas últimas semanas, cujas afluências superaram em 150% em relação à média histórica e funcionaram como um estabilizador do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) no Sistema Interligado Nacional (SIN). Além disso, o subsistema Sudeste mantém afluências próximas a 90% da média.
Efeito El Niño
De acordo com o coordenador de Mercado de Energia da FIEMG, Sérgio Pataca, o prosseguimento da bandeira amarela na conta de luz traz um fôlego para o consumidor, entretanto a medida não significa alívio definitivo. “A chuva no Sul segurou a alta dos preços e evitou a bandeira vermelha no curto prazo. Por outro lado, a manutenção da cobrança amarela mostra que o sistema ainda opera sob atenção. Precisamos acompanhar com rigor o comportamento do El Niño a partir de setembro, pois alterações mais severas no regime de chuvas podem voltar a pressionar as tarifas até o fim do ano”.
Por fim, a FIEMG reforça a urgência de medidas e políticas energéticas que ampliem a segurança do suprimento e garantam previsibilidade de custos para a sociedade.
Imprensa FIEMG