A redução de 0,25 ponto percentual da taxa Selic, agora em 14,75% ao ano, ainda é considerada insuficiente para melhorar a competitividade da indústria, conforme avaliação da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). O anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) não atendeu às expectativas do setor produtivo, que esperava um corte mais expressivo após quase dois anos sem reduções.
A Federação compreende que o atual contexto internacional, marcado por conflitos no Oriente Médio e, consequentemente, a instabilidade nos preços dos combustíveis, gera efeitos secundários na inflação, mas alerta sobre os desafios adicionais à indústria, que já enfrenta um ambiente de crédito restrito e elevado custo de capital.
“Temos indícios de arrefecimento da atividade econômica ao longo do último ano, de redução da mediana das expectativas de inflação e da desaceleração das medidas de núcleo inflacionário. Não podemos aceitar a continuidade de uma política monetária contracionista por período prolongado”, afirma Flávio Roscoe, presidente da entidade.
Para Roscoe, em um ambiente pressionado por choques externos é fundamental adotar medidas que contribuam para preservar a capacidade de investimento e a competitividade da indústria nacional. O dirigente argumenta que as decisões do Banco Central devem considerar os efeitos defasados das medidas já implementadas e o elevado grau de restrição imposto pelo atual nível da taxa de juros, de modo a evitar impactos desproporcionais sobre a atividade produtiva e o mercado de trabalho. “Aprofundar o enfraquecimento da atividade econômica leva a efeitos negativos na geração de emprego e renda”, destaca.
Imprensa FIEMG