A FIEMG Regional Rio Doce participou, em 17 de julho, de uma visita técnica ao Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), campus Governador Valadares. A atividade integrou a agenda do Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente, o CODEMA.
A Federação foi representada pela analista ambiental Jamile Araújo Ferrari, conselheira do CODEMA e integrante das câmaras técnicas Institucional e Legal e de Gestão de Eventos Críticos. A participação reforça o compromisso da FIEMG com o fortalecimento da governança ambiental e com a aproximação entre o setor produtivo e a comunidade científica.
A programação começou com uma reunião técnica conduzida pelo professor Fúlvio Cupolillo, doutor em Geografia. Durante o encontro, ele apresentou a infraestrutura científica do campus, com destaque para os laboratórios de pesquisa, as redes de monitoramento e os instrumentos utilizados na coleta, no processamento e na interpretação de dados climáticos e meteorológicos da região de Governador Valadares.
Também foram apresentados estudos sobre dinâmica atmosférica, circulação de massas de ar, variabilidade climática regional e monitoramento de variáveis meteorológicas. Os participantes conheceram ainda a utilização de bases de dados geoespaciais como suporte à pesquisa científica e à gestão ambiental.
Para a FIEMG, a aproximação entre a indústria e os centros de pesquisa é um importante mecanismo de fortalecimento da inovação, da sustentabilidade e da competitividade industrial. O acesso a informações científicas confiáveis amplia a capacidade de planejamento das empresas e permite a incorporação de variáveis meteorológicas e climáticas aos processos de gestão ambiental, gerenciamento de riscos e tomada de decisões.
As ferramentas de monitoramento atmosférico são estratégicas para o planejamento das atividades industriais, especialmente daquelas cujos processos produtivos são influenciados pelas condições meteorológicas. Esses recursos oferecem maior previsibilidade sobre a dispersão atmosférica e auxiliam na avaliação de cenários operacionais, na prevenção de impactos ambientais e na otimização dos sistemas de controle de emissões.
As tecnologias também contribuem para a gestão de eventos críticos, o planejamento de intervenções operacionais e o cumprimento da legislação ambiental.
Jamile Araújo Ferrari destacou que a interação entre instituições de pesquisa, setor produtivo e órgãos ambientais amplia a capacidade de desenvolvimento de soluções fundamentadas em evidências científicas. Segundo ela, essa articulação favorece a construção de políticas públicas mais eficientes e a implementação de estratégias industriais alinhadas aos princípios do desenvolvimento sustentável.
“A integração entre ciência, gestão ambiental e setor produtivo é essencial para que as decisões sejam fundamentadas em dados técnicos confiáveis. Como geógrafa, reconheço que a compreensão da dinâmica atmosférica, da climatologia e dos processos meteorológicos é indispensável para o planejamento territorial, a gestão ambiental e a definição de estratégias industriais mais seguras e sustentáveis”, afirmou.
A analista ambiental acrescentou que o conhecimento produzido pelas instituições de pesquisa contribui para aprimorar o planejamento das atividades industriais, fortalecer a prevenção de riscos ambientais e ampliar a capacidade de adaptação diante da variabilidade das condições atmosféricas.
“Essa integração contribui para uma indústria cada vez mais sustentável, resiliente e competitiva”, concluiu.