As Escolas SESI de Minas Gerais estarão representadas em todas as modalidades do Festival SESI de Robótica 2026, que será realizado de 4 a 8 de março, na Fundação Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo (SP). Ao todo, 10 equipes mineiras classificadas nas seletivas regionais disputam a etapa nacional e buscam uma vaga para a competição internacional, em Houston (EUA).
Promovido pelo SESI Nacional, o Festival é uma das maiores iniciativas educacionais de estímulo à ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática (STEAM) do país. A competição reúne estudantes de diferentes idades em desafios que envolvem pesquisa, inovação, programação, construção de robôs e estratégia.
Para Mariana Rodrigues Alves de Souza, coordenadora de Inovação e Tecnologia Educacional das Escolas SESI Minas, o Festival é mais do que uma competição. “Mais do que disputar premiações, nossos alunos vivenciam todo um processo de aprendizagem. Eles aprendem não só a programar ou a montar robôs, mas a trabalhar em equipe, a lidar com desafios reais e a transformar ideias em soluções concretas”, afirma.
Nesta edição, Minas Gerais marca presença em todas as frentes da competição. As categorias são:
FLL FIRST LEGO League Challenge – Voltada para estudantes do ensino fundamental, a FLL combina pesquisa científica, inovação e desafios com robôs construídos em LEGO. Representam Minas Gerais:
- DELTA (SESI São João Nepomuceno)
- LEGO BROS (SESI São Gonçalo do Sapucaí)
- UAI SÔ (SESI Itaúna)
Na modalidade, os estudantes desenvolvem um projeto de pesquisa sobre um problema real, constroem e programam um robô autônomo e apresentam suas soluções a uma banca avaliadora. O foco está no trabalho colaborativo, pensamento crítico e criatividade.
FTC FIRST Tech Challenge – Com robôs de porte intermediário e programação mais avançada, a FTC exige estratégia e precisão em arena. Equipe classificada:
- STARBOTS FTC (SESI Betim)
Os estudantes projetam, constroem e programam robôs capazes de cumprir tarefas específicas durante as partidas, aplicando conceitos de engenharia, matemática e tecnologia de forma prática.
FRC FIRST Robotics Competition – Considerada a modalidade mais complexa, a FRC envolve robôs de grande porte e desafios de engenharia aplicada. Equipes mineiras:
- SESI SENAI ATOMIIC (SESI SENAI São João del Rei)
- SESI SENAI MINERSKILLS (SESI Barreiro e SENAI Euvaldo Lodi)
A competição simula um ambiente industrial real, no qual os estudantes passam por todas as etapas do desenvolvimento: planejamento, prototipagem, testes e execução estratégica em partidas de alto nível técnico.
STEM Racing – A modalidade combina velocidade, estratégia, design e análise de desempenho. Representam o estado:
- BLACK CYGNUS (SESI São João Nepomuceno)
- CARNELIAN (SESI Governador Valadares)
- PACCE (SESI Barreiro)
- TURBON (SESI Itaúna)
Os participantes desenvolvem protótipos de carros em miniatura, estruturam planos de negócio, trabalham identidade visual e analisam performance, integrando engenharia, marketing e gestão.
Educação que transforma
As equipes mineiras chegam à etapa nacional após se destacarem nas seletivas regionais realizadas no fim de 2025. O número expressivo de classificados evidencia a consolidação do modelo educacional do SESI em Minas Gerais, que integra tecnologia, metodologia ativa e formação humana.
Para Mariana, a presença de Minas em todas as modalidades da competição reforça o compromisso institucional com a formação integral. “Estamos muito orgulhosos pelas equipes da delegação de Minas Gerais, que terão a oportunidade de apresentarem o que desenvolveram nesta temporada. Mais uma vez, o SESI Minas investe na formação de jovens protagonistas, preparados para inovar, colaborar e contribuir com o futuro da indústria e da sociedade”, destaca a coordenadora.
A participação na etapa nacional representa, além da busca por uma vaga internacional em Houston, uma vitrine do que a Escola SESI propõe na prática: educação conectada às demandas do mundo contemporâneo, estímulo ao pensamento crítico e formação de competências essenciais para as carreiras do futuro.
Em São Paulo, os robôs entram em arena. Mas, por trás de cada projeto, estão estudantes que aprendem a resolver problemas, assumir responsabilidades e enxergar na tecnologia um caminho para transformar realidades.
Ana Paula Motta
Imprensa FIEMG