A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) celebra a aprovação, nesta segunda-feira (31), do Projeto de Lei 574/2025, de autoria da Prefeitura de Belo Horizonte, que cria a Operação Urbana Simplificada (OUS) Regeneração dos Bairros do Centro da capital. A proposta estabelece regras especiais para áreas ligadas ao hipercentro e normas específicas de uso e ocupação do solo, com o objetivo de incentivar a requalificação urbana e ampliar as possibilidades de desenvolvimento da região central da capital.
O projeto contempla os bairros Carlos Prates, Bonfim, Lagoinha, Concórdia, Floresta, Santa Efigênia, Boa Viagem, Barro Preto e Colégio Batista, áreas consolidadas da cidade, atendidas por infraestrutura urbana e próximas a importantes corredores de transporte, comércio, serviços e equipamentos públicos. Na avaliação da FIEMG, a criação de condições para estimular novos empreendimentos, reformas, “retrofit” e ocupação residencial nessas regiões pode contribuir para aproveitar melhor a infraestrutura já existente, atrair investimentos privados e ampliar a circulação de pessoas e atividades econômicas no entorno do hipercentro.

Além dos impactos urbanísticos, a medida tem potencial para movimentar uma ampla cadeia produtiva, envolvendo empresas da construção civil, indústria de materiais, comércio, serviços especializados, arquitetura, engenharia e fornecedores. O setor da construção possui forte capacidade de disseminar investimentos por diferentes segmentos da economia e, por isso, projetos de requalificação urbana podem representar novas oportunidades de negócios, emprego e renda na capital.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Raphael Lafetá, destaca que o projeto pode dar um novo impulso a áreas tradicionais de Belo Horizonte que já dispõem de infraestrutura adequada.
“O projeto é de muita importância para Belo Horizonte porque cria uma possibilidade de requalificação de todo o espaço em volta do Centro. São regiões que já possuem a infraestrutura pública necessária para oferecer boa habitação e boa convivência urbana”, afirma. Segundo Lafetá, a proposta também pode contribuir para a dinamização da economia e para uma ocupação mais eficiente da cidade. “O projeto vai trazer uma nova vida para essa região e, com isso, novos empregos podem ser gerados. Há também um ganho importante de mobilidade porque as pessoas podem morar mais próximas do Centro e reduzir a dependência do carro em seus deslocamentos”, acrescenta.
A discussão ocorre em um momento relevante para a construção civil mineira. Dados do Boletim da Construção, elaborado pela Gerência de Economia da FIEMG, mostram que o PIB da construção em Minas Gerais caiu 3,7% no acumulado do primeiro trimestre de 2026, enquanto o setor avançou 1,3% no Brasil. O levantamento aponta ainda que a atividade mineira atravessa um processo de perda de fôlego desde 2025.
O mercado de trabalho também reflete esse cenário. No primeiro trimestre deste ano, o número de pessoas ocupadas na construção em Minas Gerais recuou 2,4% na comparação com o mesmo período de 2025, enquanto houve crescimento de 0,4% no país. Nesse ambiente, a FIEMG avalia que iniciativas capazes de ampliar a carteira de projetos e estimular investimentos privados podem contribuir para criar frentes de trabalho e fortalecer a atividade econômica do setor.
Para Raphael Lafetá, a aprovação do PL pode contribuir para ampliar as perspectivas de novos empreendimentos. “Estamos com muita esperança de que esse projeto avance rapidamente e seja regulamentado pela prefeitura, para que os projetos possam começar a chegar. Queremos ver Belo Horizonte crescendo e melhorando cada vez mais para o cidadão”, conclui.
Imprensa FIEMG