O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais cresceu 1,4% em 2025, confirmando uma trajetória de desaceleração ao longo do ano. No quarto trimestre, a atividade econômica avançou 0,5% na comparação com o mesmo período de 2024 e registrou estabilidade na margem, com variação de 0,1%.
Segundo análise da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), o desempenho reflete um ambiente macroeconômico mais restritivo, marcado por taxas de juros elevadas e incertezas persistentes, que impactaram o ritmo da atividade econômica no período.
Apesar do avanço mais moderado, o crescimento foi sustentado por setores menos sensíveis ao ciclo econômico, como a indústria extrativa mineral e a agropecuária, além de um mercado de trabalho que segue resiliente. No recorte da indústria, o destaque foi a atividade extrativa, que avançou 17,2% na comparação interanual do quarto trimestre, contribuindo para o resultado do setor.
As perspectivas para 2026 indicam a continuidade desse cenário. A agropecuária tende a perder dinamismo, enquanto o consumo das famílias e o setor de serviços devem manter maior resiliência, sustentados pelo mercado de trabalho e por possíveis estímulos fiscais.
Já a indústria de transformação deve seguir enfrentando um ambiente desafiador. Apesar de fatores externos potencialmente favoráveis, o patamar ainda elevado das taxas de juros deve continuar limitando decisões de consumo e investimento. “O cenário indica que, mesmo com cortes previstos para a Selic, a política monetária deverá permanecer restritiva e continuará influenciando as decisões de consumo e investimento”, avalia o economista-chefe da FIEMG, João Gabriel Pio.
Imprensa FIEMG