A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avalia positivamente o retorno da bandeira tarifária verde na conta de energia elétrica em outubro. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (25/09) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e elimina a cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. Com isso, a redução média estimada na conta de luz será de 2% em relação ao valor de setembro.
A bandeira verde encerra uma sequência de cinco meses de bandeira amarela, vigente de maio a setembro. A última vez em que os consumidores não tiveram cobrança adicional na tarifa de energia foi em abril de 2026.
A mudança reflete a perspectiva de início do período chuvoso com a chegada da primavera e a recuperação gradual dos níveis dos reservatórios. O cenário reduz a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que apresentam custos de geração mais elevados para o sistema elétrico.
Segundo o coordenador de Mercado de Energia da FIEMG, Sérgio Pataca, o retorno da bandeira verde representa um alívio para o setor produtivo e para os consumidores. “A volta da bandeira verde favorece a competitividade da indústria mineira e reduz o peso do custo de energia no orçamento das famílias. No entanto, a transição para o período chuvoso precisa ser acompanhada de perto, especialmente pelos possíveis reflexos do El Niño nos últimos três meses do ano”, analisa.
Setor elétrico precisa avançar em medidas estruturais
Para a FIEMG, a redução temporária dos custos reforça a necessidade de avanços estruturais no setor elétrico brasileiro. Entre os pontos estão o aumento da eficiência energética e a adoção de medidas que contribuam para a segurança do suprimento e maior previsibilidade dos custos para a indústria e os consumidores.
A entidade destaca que a estabilidade do sistema e a redução da volatilidade dos custos de energia são fatores relevantes para a competitividade da indústria e para o planejamento das empresas.
Imprensa FIEMG