
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avalia com preocupação a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de acionar a bandeira tarifária amarela para o mês de maio. A medida, anunciada nesta sexta-feira (24), indica aumento no custo de geração de energia no país e impõe cobrança adicional de R$ 0,018 por kWh consumido.
O impacto é direto nas contas de luz e nos custos das empresas, especialmente da indústria, que tem na energia um dos seus principais insumos. A decisão reflete condições menos favoráveis nos reservatórios e maior necessidade de acionamento de usinas termelétricas, mais caras.
Para o coordenador de Mercado de Energia da FIEMG, Sérgio Pataca, o anúncio confirma uma mudança relevante no cenário hidrológico. “A entrada no período seco no Sudeste, onde estão os principais reservatórios do país, reduz a capacidade de recuperação dos níveis e já começa a pressionar o custo de geração”, explica.
Segundo a FIEMG, o cenário ocorre em meio a um quadro climático ainda indefinido, sem confirmação do El Niño, o que amplia a incerteza sobre o comportamento das chuvas nos próximos meses. “Esse conjunto de fatores aumenta o risco de acionamento de usinas mais caras e, consequentemente, a elevação da bandeira para o patamar vermelho já no início do segundo semestre”, alerta Pataca.
Imprensa FIEMG