Com o propósito de orientar as indústrias sobre a aplicação prática da Norma Regulamentadora NR-12, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Vale do Aço (Sindimiva) realizou, nesta terça-feira (14/7), o workshop “Desmitificando a NR-12: Da Teoria à Prática”. A iniciativa contou com a parceria da FIEMG Regional Vale do Aço e do Senai.
Voltado para empresários, gestores e profissionais das áreas de segurança, manutenção e operações industriais, o encontro esclareceu dúvidas e apresentou estratégias viáveis para a adequação de máquinas e equipamentos à norma. A proposta foi demonstrar que a NR-12 vai além das exigências legais e pode ser implementada de forma planejada, segura e compatível com a realidade de cada empresa.
“A NR-12 precisa estar na pauta estratégica das empresas. Já temos empresas da nossa região sendo notificadas pelos órgãos fiscalizadores, o que reforça a urgência das empresas avaliarem suas condições e planejarem as adequações necessárias. Queremos que nossos associados estejam preparados, atuando de forma preventiva e construindo ambientes de trabalho cada vez mais seguros, eficientes e em conformidade com a legislação”, destacou o vice-presidente do Sindimiva, Renato Gomes.
Durante o workshop, os especialistas do Senai Ana Luiza Machado Silveira e Diego Flávio Pereira abordaram temas fundamentais para a compreensão e aplicação da NR-12, entre eles os principais requisitos da norma, o processo de fiscalização, as etapas para adequação das empresas, a documentação exigida, os treinamentos necessários e as penalidades decorrentes do descumprimento da legislação.
Segundo Ana Luiza, um dos principais objetivos da apresentação foi demonstrar que a NR-12 deve ser compreendida como uma ferramenta de gestão de riscos, e não apenas como uma exigência regulatória.
“Mostramos que a NR-12 deve ser encarada como uma ferramenta de gestão dos riscos das máquinas e equipamentos, e não apenas como uma obrigação legal. Também desmitificamos a ideia de que adequar-se à norma significa substituir todo o parque fabril, destacando a importância de um inventário estruturado, da classificação das máquinas por criticidade, da apreciação de riscos e da elaboração de um cronograma de adequação, evidenciando o compromisso da empresa com a mitigação dos riscos”, explicou.
Os participantes também receberam orientações sobre a organização dos documentos necessários para comprovar uma gestão consistente em eventuais fiscalizações. O debate reforçou a importância da atuação preventiva, evitando que as empresas aguardem uma autuação ou a ocorrência de acidentes para iniciar o processo de adequação.
“A NR-12 deve ser vista como um projeto estratégico para a construção de ambientes industriais mais seguros, resilientes e eficientes. Nesse contexto, o Senai reafirma seu papel como parceiro da indústria, oferecendo conhecimento técnico, consultorias e soluções especializadas para apoiar as empresas em todas as etapas desse processo, transformando desafios regulatórios em oportunidades de evolução e ganho de competitividade”, concluiu a responsável técnica do Senai.