O Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, movimenta diferentes cadeias produtivas, incluindo a indústria de transformação do plástico. Em Minas Gerais, no entanto, o cenário de desaceleração econômica tem limitado o impacto da data sobre a produção. Diante desse contexto, as empresas priorizam a eficiência operacional, o controle de custos e a inovação para ampliar a competitividade.
Segundo a presidente do Sindicato da Indústria do Material Plástico do Estado de Minas Gerais (SIMPLAST), filiado à Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Ivana Serpa, a preparação para a data começa meses antes, mas o ritmo de produção acompanha a demanda efetiva.
“O mercado está desaquecido e a demanda sazonal não tem sido suficiente para impulsionar a produção. As empresas trabalham com cautela, ajustando estoques e compras de matérias-primas aos pedidos confirmados. O desafio é conciliar custos elevados, concorrência com importados e consumo enfraquecido. Uma recuperação mais consistente depende de crédito acessível, fortalecimento da indústria nacional e maior previsibilidade econômica”, afirmou Serpa.
Tecnologia e inovação na produção de brinquedos
Além dos desafios econômicos, a inovação tecnológica tem papel importante no desenvolvimento de produtos. No Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) do SENAI Minas, recursos como modelagem 3D, prototipagem e impressão 3D permitem testar formatos, materiais e funcionalidades antes da fabricação em escala, contribuindo para reduzir custos e desperdícios.
De acordo com o técnico industrial do SENAI Minas, Raphael Rodrigues, essas tecnologias também possibilitam desenvolver brinquedos personalizados, considerando critérios de segurança, resistência e adequação à faixa etária.
“A impressão 3D permite transformar uma ideia em protótipo, avaliar o funcionamento e realizar ajustes antes da produção em escala. Isso reduz desperdícios, otimiza custos e amplia as possibilidades de personalização. Combinada à automação, a tecnologia também favorece processos mais precisos e a fabricação de peças sob demanda, contribuindo para a competitividade da indústria”, explicou Rodrigues.
A aplicação dessas soluções reforça a importância da inovação e da eficiência produtiva para o setor industrial, especialmente em um cenário de custos elevados e necessidade de adaptação às mudanças do mercado.
Imprensa FIEMG