
O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Minas Gerais (ICEIMG) cresceu 4,7 pontos em outubro, para 48,0 pontos, após registrar 43,3 pontos em setembro. Com o resultado, a falta de confiança foi menos intensa e disseminada entre os empresários. Ainda assim, este foi o 23º mês consecutivo em que o indicador ficou abaixo dos 50 pontos – limite entre falta de confiança e confiança. Na comparação com outubro de 2025, quando o índice registrou 47,3 pontos, houve elevação de 0,7 ponto. O indicador ficou 4,0 pontos abaixo de sua média histórica, de 52,0 pontos, sinalizando que a confiança segue inferior ao padrão observado ao longo da série.
No Brasil, o ICEI avançou 1,3 ponto – de 44,9 pontos em setembro para 46,2 pontos em outubro –, mas permaneceu em terreno de falta de confiança pelo 22º mês consecutivo. A melhora da confiança dos industriais mineiros ocorreu em um contexto de maior definição do cenário político, após o primeiro turno das eleições, o que pode ter contribuído para reduzir parte das incertezas em relação aos próximos meses. Contudo, a avaliação das condições atuais permaneceu desfavorável, refletindo um ambiente ainda marcado por juros elevados, inflação acima do teto da meta e preocupações com a situação fiscal. No panorama externo, persistem
as incertezas relacionadas à política comercial dos Estados Unidos e às tensões geopolíticas no Oriente Médio. As oscilações nos preços do petróleo e de outras commodities, associadas a esse cenário, podem pressionar os custos de produção da indústria. O ICEI é composto por dois subíndices: o de condições atuais e o de
expectativas, ambos variando de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam percepção positiva sobre a situação atual em relação aos seis meses anteriores e otimismo para os próximos seis meses, enquanto valores abaixo sinalizam percepção negativa e pessimismo. O índice de condições atuais ficou estável entre setembro e outubro, marcando 39,1 pontos. O resultado revelou que os empresários continuam avaliando de forma desfavorável o ambiente econômico do país e do estado, assim como a situação de seus próprios negócios. Na comparação com outubro de 2025 (43,8 pontos), houve queda de 4,7 pontos do índice. O indicador de expectativas atingiu 52,4 pontos em outubro, ultrapassando a fronteira dos 50 pontos, após oito meses
consecutivos abaixo desse patamar. O índice aumentou 6,9 pontos em relação a setembro (45,5 pontos) e 3,4 pontos frente a outubro de 2025 (49,0 pontos). O resultado mostrou uma visão otimista dos
industriais para os próximos seis meses, contudo, alguns setores em específico ainda relatam certa retração no mês de outubro.
Avaliando o contexto da região do Triângulo Mineiro, o empresário da construção civil e presidente do Sinduscon TAP (Sind. Ind. Construção Civil do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba), Antônio Borges, destacou que para seu respectivo nicho de atuação o mês de outubro ainda tem trazido algumas nuances negativas:
“O mês de outubro para nós não está bom. O segundo turno das eleições impactou um grande número de pessoas, cenário bem diferente e mais intenso até mesmo comparado ao primeiro turno. Além disso a alteração das taxas de juros tem sido graduais o que não altera de maneira expressiva o nosso setor por enquanto. Vamos aguardar as próximas semanas para uma nova análise.” comentou Borges.
Acompanhe os próximos Índices de Confiança dos Empresários em http://fiemg.com.br/observatorio/