
México suspende a importação de carne de frango do Brasil após a detecção de um surto da doença de Newcastle em uma granja de perus no sul do país. A Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural Mexicana a anunciou ontem, segunda (19) a decisão que está abrange aves vivas e ovos férteis.
De acordo com o governo do México, a medida busca proteger a produção avícola nacional, já que o país é não possui a doença em seu território. A infecção é considerada contagiosa nas aves e pode desencadear problemas respiratórios e neurológicos, além da queda na produção de ovos e alta mortalidade.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou uma nota oficial com esclarecimentos sobre o fato:
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado de Santa Catarina (Sindicarne-SC) informam que acompanham, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, a ocorrência de Doença de Newcastle em um estabelecimento de produção comercial de perus na cidade de Nova Itaberaba, em Santa Catarina.
Cabe esclarecer: a ocorrência não apresenta manifestação clínica. Ou seja, houve a detecção do vírus, mas não da doença nos animais confinados.
As entidades ressaltam que o Brasil dispõe de um sistema de defesa sanitária estruturado, com protocolos de vigilância, prevenção e resposta a ocorrências dessa natureza, incluindo medidas de contenção e controle sanitário previstas na legislação vigente.
A ABPA, a ACAV e o Sindicarne-SC enfatizam que essa é uma questão de sanidade animal, restrita ao âmbito da produção, e não de segurança dos alimentos. Ou seja: não há qualquer relação ou risco no consumo do produto. Trata-se de uma ocorrência sanitária que demanda medidas no ambiente produtivo.
As entidades reforçam sua confiança na atuação das autoridades sanitárias brasileiras e no compromisso do setor produtivo com a biosseguridade, a transparência e o cumprimento dos protocolos estabelecidos, fundamentais para a preservação da sanidade avícola nacional.
A ABPA, a ACAV e o Sindicarne-SC seguirão acompanhando a situação e apoiando as ações das autoridades competentes.
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A FIEMG Regional Vale do Paranaíba localizada em Uberlândia, e o SIAU (Sind. Alimentação de Uberlândia) também estão acompanhando o caso já que a região do Triângulo Mineiro possui indústrias como MBRF, Planalto Ovos entre outros do nicho avícola.
Procurada pela assessoria da FIEMG Regional Vale do Paranaíba, a MBRF (Junção entre Marfrig e BRF e maior indústria de alimentos do Brasil) se posicionou de acordo com a nota da Associação Brasileira de Proteína Animal.