A FIEMG Regional Zona da Mata realizou, no dia 22 de outubro, em Juiz de Fora, o encontro “Logística Reversa: o que as indústrias precisam saber”, voltado à orientação de empresas e profissionais sobre responsabilidades e procedimentos relacionados à logística reversa em Minas Gerais.
Realizado na sede da Regional, o encontro teve caráter técnico e orientativo e abordou aspectos da legislação ambiental, com destaque para a Deliberação Normativa COPAM nº 249/2024 e para recentes mudanças na regulamentação federal. Também foram apresentados modelos de implementação dos sistemas de logística reversa, prazos, metas, formas de comprovação e pontos de atenção para as empresas.
A abertura foi conduzida por Mylena de Oliveira, analista ambiental da FIEMG Regional Zona da Mata, que destacou a atuação da Gerência de Meio Ambiente (GMA) no atendimento às indústrias. Segundo ela, a Federação conta com estrutura técnica e jurídica para prestar assessoria aos associados e apoiar as empresas na prevenção de problemas relacionados às exigências ambientais. “Utilizem os produtos que estão à disposição de vocês. Nós conseguimos agilizar muita coisa para a indústria pensando de forma preventiva. Nosso objetivo aqui hoje é entender se as empresas da região estão preparadas para a fiscalização”, ressaltou.
A presidente da FIEMG Regional Zona da Mata e do Sindivest JF-GV, Mariângela Marcon, destacou a importância da aproximação entre a Federação e as empresas e da atuação preventiva diante das mudanças que impactam o setor produtivo. “A FIEMG está vivendo um novo momento, uma nova era. Estamos buscando conhecimento para subsidiar a atuação das empresas e nosso objetivo é agir de maneira preventiva, atual e resgatadora”, afirmou.
Agradecendo a presença da presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Juiz de Fora (Metal JF), Ana Lúcia Machado Sabino, Mariângela citou a dirigente como exemplo de envolvimento e associativismo e reforçou a importância dos sindicatos aproximarem seus associados dos serviços oferecidos pela FIEMG, como treinamentos, cursos, eventos e assessorias em diferentes áreas.
A presidente destacou ainda a estratégia de levar a Agenda Propositiva da Regional às dez cidades-polo da Zona da Mata, ressaltando que o documento busca antecipar discussões que possam impactar o setor produtivo, oferecendo informação e suporte para que as empresas estejam mais preparadas para mudanças regulatórias e novos desafios. “Temos que nos unir, dividir os problemas e acreditar que a FIEMG tem o propósito de atuar junto às empresas e ajudá-las. Procurem seus presidentes, tragam as demandas de suas empresas”, destacou.
Logística reversa e responsabilidade compartilhada
A palestra foi conduzida por Monicke Sant’Anna Pinto de Arruda, coordenadora jurídica ambiental da Gerência de Meio Ambiente da FIEMG. Ela explicou o conceito de logística reversa, sua relação com a economia circular e as responsabilidades dos diferentes integrantes das cadeias produtivas.
Conforme apresentado, a logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social que viabiliza a coleta e a restituição de resíduos sólidos ao setor empresarial, permitindo seu reaproveitamento no mesmo ciclo produtivo, em outros ciclos ou sua destinação final ambientalmente adequada. A apresentação também destacou que a responsabilidade pela logística reversa é compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana.
Entre os produtos sujeitos à logística reversa estão eletroeletrônicos, pilhas e baterias, lâmpadas, embalagens de óleos lubrificantes, embalagens em geral, medicamentos domiciliares e pneus. A apresentação também detalhou o conceito de embalagem pós-consumo e os diferentes tipos de embalagens abrangidos pelos sistemas de logística reversa.
Entre os pontos apresentados também estiveram as obrigações previstas na Deliberação Normativa COPAM nº 249/2024, os modelos coletivo e individual de implementação dos sistemas e os procedimentos relacionados a planos de logística reversa, relatórios anuais, comprovação de resultados e rastreabilidade das informações. A palestrante também destacou que a norma alcança fabricantes, importadores e distribuidores, além de varejistas de lojas físicas sediados em Minas Gerais e varejistas de comércio eletrônico que vendam para consumidores mineiros.
Durante a apresentação, Monicke abordou ainda os prazos e as metas relacionados à logística reversa. Entre as obrigações previstas na regulamentação estadual, destacou a entrega anual de relatórios à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), até 31 de julho, com informações sobre as ações realizadas no ano anterior. Também foi apresentada a Portaria GM/MMA nº 1.778/2026, que instituiu o Sistema Nacional de Logística Reversa (Sisrev-BR), ferramenta vinculada ao SINIR para cadastro dos sistemas, reporte e consolidação de resultados, monitoramento e rastreabilidade das informações, contribuindo para o acompanhamento e a fiscalização.
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Graciele Vianna
Imprensa FIEMG




