A construção de um ecossistema de inovação mais conectado e capaz de gerar resultados concretos para as empresas foi o tema central da participação da presidente da FIEMG Regional Zona da Mata e do Sindivest JF-GV, Mariângela Marcon, no JF Summit 2026. A presidente integrou o painel “Ecossistemas de Inovação – Quem te ajuda na Zona da Mata Mineira?”, realizado na Arena Critt, ao lado de representantes do poder público, instituições de ensino, entidades de apoio e do setor produtivo.
O evento, realizado nos dias 27 e 28 de agosto, no Terrazzo, em Juiz de Fora, reuniu cerca de 6 mil participantes, entre empresários, empreendedores, gestores, profissionais, estudantes, lideranças e criadores de conteúdo, com uma programação voltada ao empreendedorismo, inovação, negócios e desenvolvimento regional. Esta foi a 4ª edição do encontro, que contou com palestras de grandes nomes do cenário nacional, como Nina Silva, Cíntia Chagas, Felipe Titto, Alex Monteiro, Fernanda Venturini, Carlos Busch, Thiago Godoy e Nizo Neto, entre outros convidados. A programação também importantes empreendedores da região, quatro arenas de conteúdo simultâneas ao palco principal, feira de negócios e feira gastronômica.
Durante sua participação no debate da Arena Critt, no dia 28 de agosto, Mariângela Marcon destacou que a Zona da Mata possui importantes ativos para construir um ambiente mais inovador, como universidades, centros de pesquisa, empresas, startups, instituições de apoio e organizações que oferecem conhecimento e soluções ao setor produtivo. Para ela, o principal desafio é ampliar a conexão entre esses atores e criar mecanismos permanentes de articulação. “A Zona da Mata não precisa necessariamente criar mais instituições. Nós já temos muitos atores importantes. Precisamos conectar melhor o que já existe, aproximar as demandas reais das empresas das competências disponíveis e trabalhar de forma mais integrada na busca por soluções”, afirmou.
Segundo a presidente, a indústria deve estar no centro desse movimento, apresentando seus desafios para que a rede de instituições possa identificar caminhos, tecnologias e conhecimentos capazes de gerar resultados práticos. “A indústria tem problemas e temos formas de ajudá-la. Precisamos criar mais espaços de diálogo, onde as empresas possam apresentar suas necessidades e encontrar quem possui conhecimento, tecnologia e capacidade para contribuir com soluções”, disse. Mariângela ressaltou que Juiz de Fora ainda não possui um hub logístico, apesar de ter todas as condições para isso, como ferrovia, rodovias, aeroportos e porto seco. “Tenho o sonho de criar aqui um condomínio compartilhado do Vestuário e dentro de mim tenho uma pressa que traz o sentimento de que ainda não estamos acelerados o suficiente”, afirmou.
A presidente Mariângela defendeu também uma mudança de perspectiva na construção dos ecossistemas de inovação: sair de um modelo baseado apenas na apresentação de instituições e serviços disponíveis e avançar para uma atuação orientada pelos desafios concretos das empresas. “A pergunta não deve ser apenas ‘o que cada instituição tem para oferecer?’. Precisamos perguntar: quais problemas nossas empresas precisam resolver? A partir daí, conseguimos conectar conhecimento, tecnologia e recursos para transformar desafios em oportunidades”, explicou.
Integração regional para gerar competitividade
O painel contou ainda com a participação do secretário de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, da Inovação e Competitividade de Juiz de Fora, Ignacio Delgado; do presidente da Agência de Desenvolvimento de Juiz de Fora e Região, Célio Chagas; e do analista técnico do Sebrae Minas em Juiz de Fora, Paulo Veríssimo. A mediação foi conduzida por Débora Marques, gerente de Empreendedorismo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
Ao logo do debate, os participantes discutiram a importância de fortalecer uma visão regional de inovação, ampliando conexões entre Juiz de Fora e municípios da Zona da Mata. Mariângela ressaltou que a região possui diferentes vocações econômicas e exemplos de desenvolvimento que podem inspirar novos avanços. Ela citou, por exemplo, o polo moveleiro de Ubá como referência nacional e destacou que a troca de experiências entre municípios pode contribuir para ampliar oportunidades e fortalecer cadeias produtivas.
Durante a conversa, os participantes reforçaram que Juiz de Fora e a Zona da Mata já possuem iniciativas importantes voltadas à inovação, mas precisam avançar na integração entre os diferentes atores para ampliar impactos e gerar mais resultados para empresas e sociedade. Para a presidente da FIEMG Regional ZM, a inovação depende de projetos compartilhados e de uma atuação conjunta entre empresas, instituições e poder público. “Se não tivermos coordenação, muitas iniciativas podem ficar pelo caminho. Precisamos trabalhar projetos compartilhados, aumentar nossa conectividade e construir soluções coletivas. Temos condições de ir mais longe, mas precisamos caminhar juntos”, afirmou Mariângela Marcon.
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Graciele Vianna
Imprensa FIEMG

