O comércio exterior de Minas Gerais iniciou 2026 com resultado positivo e fortalecimento do saldo da balança comercial, segundo dados divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN). Em janeiro, o Estado registrou superávit de US$ 1,8 bilhão, crescimento de 6% em relação ao mesmo mês de 2025.
As exportações mineiras totalizaram US$ 3,3 bilhões em janeiro de 2026, alta de 1,7% na comparação anual, enquanto as importações somaram US$ 1,5 bilhão, com recuo de 2,8%. O resultado reflete a combinação entre aumento das vendas externas e redução das compras internacionais, reforçando o desempenho do setor externo mineiro no início do ano.
Para a coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais da FIEMG, Verônica Winter, o resultado de janeiro evidencia a relevância do comércio exterior para a economia do Estado. “O superávit registrado no início de 2026 reflete a competitividade das exportações de Minas Gerais e a capacidade de adaptação das empresas ao cenário internacional. A ampliação das vendas externas, especialmente para mercados estratégicos, aliada à retração das importações no período, contribui para um saldo mais robusto e sinaliza um começo de ano positivo para o setor externo mineiro”, avalia.
China amplia protagonismo entre os destinos
A China manteve-se como principal destino das exportações de Minas Gerais, com US$ 1,0 bilhão, crescimento de 13% em relação a janeiro de 2025. Na sequência aparecem os Estados Unidos, com US$ 321 milhões, apesar de queda de 4%, e a Suíça, que se destacou com US$ 141 milhões e expressiva alta de 52%, impulsionada principalmente pelas vendas de ouro.
No lado das importações, a China também liderou como principal origem, com US$ 330 milhões, mesmo com retração de 22%. Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com US$ 284 milhões, registrando aumento de 27%, enquanto a Argentina aparece em terceiro lugar, com US$ 80 milhões, praticamente estável na comparação anual.
Pauta exportadora e importadora mostra movimentos distintos
Entre os produtos mais exportados, os minérios de ferro lideraram a pauta, com US$ 928 milhões, ainda que com leve queda de 1%. O café, segundo principal item, somou US$ 786 milhões, com retração de 18%, refletindo ajustes no mercado internacional. O grande destaque foi o ouro, que alcançou US$ 368 milhões em exportações, com crescimento expressivo de 107%, reforçando seu papel estratégico diante do cenário global de maior incerteza econômica.
Nas importações, os principais itens evidenciam a demanda por bens industriais e insumos estratégicos. As turbinas a gás ou suas partes lideraram, com US$ 82 milhões, alta de 34%. Em seguida aparecem sangue, soros e vacinas para fins terapêuticos, que totalizaram US$ 72 milhões e cresceram 130%, e os medicamentos embalados, com US$ 67 milhões, avanço de 36%, sinalizando a importância do setor farmacêutico na pauta de compras externas do Estado.
Resumo de 2025 reforça trajetória positiva
O desempenho de janeiro de 2026 ocorre após um ano histórico para o comércio exterior mineiro. Em 2025, Minas Gerais registrou recordes simultâneos de exportações (US$ 45,7 bilhões) e importações (US$ 18,3 bilhões), com crescimento de 9,2% no saldo comercial em relação a 2024. O resultado foi marcado por uma recomposição da pauta exportadora, com destaque para café e ouro, consolidando Minas Gerais como um dos principais protagonistas do comércio exterior brasileiro.
Imprensa FIEMG