Na abertura, o presidente da Câmara, Fausto Varela Cançado, comentou o cenário atual do setor e destacou preocupações que impactam a competitividade da indústria, especialmente em relação a custos logísticos e novas exigências regulatórias. “Há uma preocupação crescente com o aumento da burocracia e das exigências no transporte, o que pode impactar diretamente os custos das empresas”, afirmou Cançado.
O dirigente também ressaltou a importância das florestas plantadas para a competitividade de segmentos industriais ligados à base florestal, como siderurgia a carvão vegetal e celulose, especialmente no contexto das exportações. “A utilização da madeira de florestas plantadas fortalece a competitividade das indústrias da base florestal, especialmente nos mercados internacionais”, afirmou Cançado.
Na sequência, a analista ambiental da Gerência de Meio Ambiente da FIEMG, Nathália Martins, apresentou uma atualização sobre a proposta de lista estadual de espécies exóticas invasoras. Segundo ela, o tema vem sendo acompanhado pela entidade desde 2024, após discussões iniciadas em instâncias ambientais sobre a possível inclusão de determinadas espécies na listagem. Martins explicou que a FIEMG tem dialogado com órgãos ambientais, como o Instituto Estadual de Florestas (IEF), para buscar um entendimento técnico que considere tanto os compromissos ambientais quanto os impactos para a atividade produtiva. “Temos trabalhado junto aos órgãos ambientais para garantir que a construção da lista não gere prejuízos aos setores econômicos”, afirmou Martins.
Encerrando a pauta, a analista tributária da Gerência de Assuntos Tributários da FIEMG, Maria Gabriela Tomich Barbosa, apresentou os principais pontos da reforma tributária e seus possíveis impactos para as empresas. Durante a apresentação, Barbosa explicou que o novo sistema tributário será estruturado a partir de mudanças constitucionais e de leis complementares já publicadas, que estabelecem as bases para a criação dos novos tributos sobre o consumo. “A reforma busca trazer maior uniformidade na tributação e ampliar a incidência sobre operações de consumo”, afirmou Barbosa.
Entre os principais pilares do novo modelo, a especialista destacou a proposta de não cumulatividade plena e a simplificação do sistema. “A ideia é eliminar a tributação em cascata e permitir o aproveitamento de créditos ao longo de toda a cadeia produtiva”, afirmou Barbosa.
Imprensa FIEMG