A atividade industrial em Minas Gerais manteve trajetória de retração em fevereiro de 2026, conforme aponta a Sondagem Industrial da FIEMG. O índice de evolução da produção alcançou 42,9 pontos, permanecendo abaixo da linha dos 50 pontos pelo quarto mês consecutivo, o que indica queda na atividade. Apesar de leve alta em relação a janeiro, o resultado representa recuo de 6,0 pontos na comparação com fevereiro de 2025 .
O emprego industrial também apresentou desempenho negativo. O índice de evolução do número de empregados marcou 46,1 pontos, sinalizando retração e mantendo-se abaixo do observado no mesmo período do ano anterior. O cenário é reforçado pela utilização da capacidade instalada, que segue abaixo do padrão usual, evidenciando menor dinamismo do setor .
Outro fator que indica desaquecimento da atividade é o comportamento dos estoques. Em fevereiro, os estoques de produtos finais registraram queda e permaneceram abaixo do nível planejado pelas indústrias, movimento que se repete há sete meses consecutivos. A utilização da capacidade produtiva também recuou, atingindo 37,6 pontos, patamar inferior tanto ao mês anterior quanto à média histórica .
No campo das expectativas, os sinais são de moderação. O índice de expectativa de demanda ficou em 50,4 pontos em março, indicando leve perspectiva de crescimento, porém no menor nível para o mês em uma década. Já a expectativa de compra de matérias-primas registrou 49,9 pontos, sugerindo estabilidade em níveis historicamente baixos. Em relação ao emprego, a projeção é de continuidade da retração nos próximos seis meses, com o indicador marcando 48,2 pontos, também o menor para março em dez anos .
As intenções de investimento apresentaram avanço na comparação mensal, alcançando 56,7 pontos. Ainda assim, permanecem abaixo do registrado há um ano, sinalizando maior cautela por parte dos empresários diante de um ambiente econômico marcado por incertezas e condições financeiras restritivas .
De forma geral, os resultados da sondagem indicam perda de fôlego da indústria mineira no início de 2026, com expectativas mais contidas e recuperação ainda pouco disseminada entre os setores.
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