A FIEMG Regional Zona da Mata sediou, no dia 28 de abril, o evento “Finep pelo Brasil”, iniciativa nacional da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) que vem percorrendo o país para ampliar o acesso a instrumentos de financiamento voltados à inovação, ao desenvolvimento tecnológico e ao fortalecimento da competitividade industrial.
Realizado na sede da entidade, em Juiz de Fora, o encontro reuniu empresários, gestores, representantes de instituições de apoio e especialistas, consolidando-se como um importante espaço de aproximação entre o setor produtivo e as políticas públicas de incentivo à ciência, tecnologia e inovação.
A abertura oficial foi conduzida pela presidente da FIEMG Regional Zona da Mata e do Sindivest JF-GV, Mariângela Miranda Marcon, que destacou a relevância estratégica do tema para o momento atual da indústria brasileira. Em sua fala, ela reforçou que inovar deixou de ser uma escolha e passou a ser uma necessidade para a sobrevivência e o crescimento das empresas.
“Estamos aqui para aproximar as empresas das oportunidades reais de financiamento e mostrar, de forma prática, que inovar é possível e viável. Muitas vezes, o empresário tem um bom projeto, mas não sabe como viabilizá-lo financeiramente. Este evento vem justamente para responder a essa demanda”, afirmou. Mariângela também ressaltou o papel das instituições parceiras na construção de um ambiente favorável à inovação. “Ninguém inova sozinho. A inovação acontece com articulação, parceria e acesso à informação”, pontuou.
Investimentos e acesso a recursos
Representando a FINEP, o assessor da presidência, Wadson Ribeiro, apresentou um panorama do fortalecimento dos investimentos em inovação no país. Segundo ele, houve um crescimento expressivo dos recursos destinados ao setor nos últimos anos, saindo de cerca de R$ 2 bilhões em 2022 para uma expectativa de quase R$ 30 bilhões em 2026.
Ele explicou que esse movimento está alinhado à política da Nova Indústria Brasil (NIB), que busca ampliar a participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) por meio de investimentos em ciência, tecnologia e inovação. “A inovação envolve riscos, e esses riscos não podem ser assumidos apenas pelas empresas. Em países com políticas industriais sólidas, o poder público também participa desse processo — e é isso que estamos fazendo no Brasil”, destacou.
A programação contou ainda com a participação do Sebrae Minas, que reforçou a importância do suporte técnico para que empresas consigam estruturar projetos de inovação e acessar os financiamentos disponíveis. A analista Daniela Fabri destacou que ainda existe uma lacuna de informação e capacitação nesse processo e colocou o Sebrae à disposição para ajudar o empresário a transformar uma ideia em um projeto estruturado e financiável.
Na sequência, Rossandro Ramos, do Departamento regional Sudeste da FINEP, detalhou as principais oportunidades de financiamento e explicou, de forma prática, como as empresas podem acessar esses recursos. Segundo ele, a instituição atua com uma ampla gama de instrumentos que abrangem desde a pesquisa até a inovação aplicada nas empresas.
Foram detalhadas as linhas de financiamento da FINEP, incluindo crédito com taxas atrativas — na faixa de cerca de 7% ao ano —, prazos estendidos e períodos de carência, além de recursos não reembolsáveis voltados a projetos estratégicos. Rossandro destacou que os projetos podem ser submetidos até o dia 31 de agosto, mas alertou que a análise ocorre em fluxo contínuo. “A ordem de avaliação de mérito segue de acordo com a chegada das propostas. Por isso, o quanto antes o projeto for submetido, maiores são as chances de acesso aos recursos”, explicou.
Soluções para produtividade e financiamento
O evento também trouxe contribuições do SENAI, que apresentou o programa Brasil Mais Produtivo, iniciativa da Nova Indústria Brasil voltada à transformação digital e ao aumento da produtividade das empresas industriais, especialmente micro, pequenas e médias.
O supervisor de Tecnologia Industrial do SENAI, Carlos Henrique Monteiro, destacou que a proposta inclui diagnóstico, consultorias, implementação de soluções tecnológicas e apoio ao financiamento de projetos de inovação, contribuindo para a modernização dos processos industriais e o ganho de eficiência. “Trata-se de um programa de excelente custo-benefício para as empresas”, disse.
Complementando a agenda, o gerente de médias e grandes empresas do BDMG para a Zona da Mata, Jorge Leonardo Oliveira, apresentou as linhas de financiamento disponíveis para empresas da região e destacou o papel do banco como agente financeiro. Segundo ele, o BDMG atua facilitando o acesso das empresas mineiras a recursos próprios e também a linhas federais de financiamento, conectando o setor produtivo às principais fontes de crédito para investimento e inovação.
Entre as possibilidades apresentadas estão financiamentos para capital de giro, investimentos produtivos, sustentabilidade e inovação, com condições diferenciadas de prazo e carência. Entre os destaques estão financiamentos com prazos de até 72 meses e carência de até 12 meses para pequenos negócios.
Ao longo do evento, os participantes puderam interagir com os especialistas, esclarecer dúvidas e compreender, de forma prática, os caminhos para acessar os recursos disponíveis. Ao final do encontro, representantes da FINEP e BDMG realizaram atendimentos personalizados às empresas interessadas, oferecendo orientação direta para a estruturação de projetos e acesso às linhas de financiamento disponíveis.
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Graciele Vianna
Imprensa FIEMG









