Minas Gerais exportou US$ 45,8 bilhões em 2025 e é o terceiro Estado que mais exporta, respondendo por 13,2% das vendas internacionais brasileiras. O desempenho contribuiu para um superávit superior a US$ 27,5 bilhões na balança comercial mineira no período e também se refletiu em outro indicador do comércio exterior: a emissão de Certificados de Origem.
Em 2025, o Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais emitiu 46.335 Certificados de Origem (COs), frente aos 33.210 registrados em 2024. O crescimento de 39% representa a emissão de 13.125 documentos a mais e acompanha o aumento das operações de exportação realizadas pelas empresas atendidas pela entidade.
O Certificado de Origem é um documento indispensável para que produtos brasileiros tenham acesso aos benefícios tarifários previstos em acordos comerciais firmados pelo Brasil com outros países e blocos econômicos. Por meio dele, é possível comprovar a origem da mercadoria exportada e garantir condições mais competitivas de acesso aos mercados internacionais.
Para a coordenadora de Certificação Internacional do CIN, Priscila Ferreira, o aumento das emissões demonstra o dinamismo das exportações e a crescente utilização dos mecanismos que favorecem a competitividade internacional das empresas.
“O crescimento das emissões reflete o aumento das exportações realizadas pelas empresas e reforça a relevância do Certificado de Origem para o comércio internacional. Em diversos acordos comerciais, o benefício tarifário somente é concedido quando a mercadoria está acompanhada do certificado, tornando esse documento um instrumento estratégico para ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior”, afirma.
Potencial acordo Mercosul-UE
Com a entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia, em maio deste ano, a tendência é que aumente ainda mais a procura pelo documento. Isso porque os benefícios tarifários previstos no acordo dependem do cumprimento das regras de origem estabelecidas entre os blocos. Na prática, as empresas que desejarem acessar as condições preferenciais de comércio precisarão comprovar a origem de seus produtos por meio da emissão do Certificado de Origem.
Considerado um dos mais relevantes acordos comerciais já firmados pelo Brasil, o tratado entre Mercosul e União Europeia estabelece regras mais modernas e previsíveis para as relações comerciais entre os dois blocos, ampliando oportunidades de negócios e acesso a mercados para as empresas brasileiras.
O serviço de emissão de Certificados de Origem é oferecido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEMG a empresas exportadoras de diversos setores econômicos.
Certificado de Origem amplia competitividade das exportações
O Certificado de Origem é um documento internacional que comprova que determinado produto atende às regras de origem previstas nos acordos comerciais dos quais o Brasil participa.
Na prática, ele permite que os produtos exportados tenham acesso a reduções ou até mesmo isenções de tarifas de importação nos países de destino, gerando economia para os compradores e aumentando a competitividade das empresas brasileiras no mercado global.
Além de facilitar o acesso a mercados estratégicos, o documento contribui para dar mais segurança, transparência e previsibilidade às operações de comércio exterior.
Destaques da Certificação Internacional 2025
Como forma de reconhecer empresas e profissionais que contribuem para o fortalecimento do comércio exterior, a FIEMG realiza, no dia 18 de junho, o evento Destaques da Certificação Internacional 2025.
Promovido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), o encontro reunirá representantes da indústria, despachantes aduaneiros, entidades parceiras e especialistas para debater temas estratégicos do comércio exterior e homenagear os destaques nas emissões de Certificados de Origem.
A programação contará com palestras e participações de representantes da FIEMG, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Governo de Minas Gerais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), além da cerimônia de reconhecimento às empresas exportadoras e aos despachantes parceiros.
Thaís Mota
Imprensa FIEMG