O Conselho de Relações do Trabalho e Gestão Estratégica de Pessoas da FIEMG realizou, nesta sexta-feira (26/06), uma reunião para discutir temas estratégicos da agenda trabalhista e de gestão de pessoas. Entre os assuntos abordados estiveram os impactos da inteligência artificial no futuro do trabalho no Brasil, o panorama das negociações coletivas no primeiro semestre de 2026, as atualizações sobre a NR-1 e os riscos psicossociais, a jornada 6×1 e temas judiciais de interesse do setor produtivo.
Na abertura, o presidente do Conselho, Áureo Calçado, destacou que a inteligência artificial já impacta a rotina das empresas e deve ser acompanhada com atenção pelo setor produtivo. “A inteligência artificial já interfere no trabalho e veio para mudar o comportamento das pessoas. É algo muito positivo, mas também traz preocupações sobre como preparar quem pode ficar à margem desse processo”, afirmou Calçado.
Durante a reunião, Edson Alves, CEO da Melt Comunicação, apresentou a palestra “A IA e o Futuro do Trabalho no Brasil”. O especialista abordou como a tecnologia tem transformado processos, atividades profissionais e modelos de gestão dentro das empresas. “As empresas estão passando por um processo de adequação em todas as áreas. O Brasil está um pouco atrasado, e a adoção da inteligência artificial ainda precisa avançar para que o país acompanhe essa transformação do trabalho”, destacou Alves.
A advogada trabalhista da FIEMG Luciana Charbel apresentou o panorama das negociações coletivas conduzidas pela Federação entre janeiro e junho de 2026. No período, foram registradas 96 negociações, sendo 36 convenções coletivas já celebradas e 60 em andamento. Entre as convenções fechadas, 61% tiveram algum aumento real de salário e 38% foram reajustadas pelo INPC. “Existe uma tendência de concessão de aumento real, considerando a baixa inflação. Na maioria dos casos, não são percentuais muito altos, mas representam reajustes acima do INPC, que é o principal balizador das negociações coletivas”, explicou Charbel.
A reunião também contou com atualizações apresentadas pela gerente trabalhista da FIEMG, Fernanda Ribas, sobre a NR-1, com foco nos riscos psicossociais, e sobre as discussões relacionadas à jornada 6×1. A pauta reforçou a importância de acompanhar as mudanças regulatórias e seus possíveis impactos na organização do trabalho nas empresas. “As empresas precisam acompanhar essas discussões de forma preventiva, avaliando os impactos na gestão de pessoas, na organização das jornadas e na adequação às exigências trabalhistas. O objetivo é garantir mais segurança jurídica e equilíbrio nas relações de trabalho”, ressaltou Ribas.
Encerrando a pauta, o advogado trabalhista da FIEMG Thiago Magalhães apresentou atualizações judiciais de interesse da indústria, com destaque para temas que exigem atenção permanente das empresas e dos sindicatos patronais.
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Imprensa FIEMG